Apito Final: Conselho Justiça confirma castigos a Pinto da Costa e Boavista


Apito Final: Conselho Justiça confirma castigos a Pinto da Costa e Boavista
O Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol valida as decisões da Comissão Disciplinar da Liga de despromover o Boavista e de suspender Pinto da Costa por dois anos. O órgão anunciou de madrugada a recusa dos recursos apresentados no âmbito dos castigos do "Apito Final", confirmando as penas de primeira instância. O veredicto foi tomado de madrugada por apenas 5 dos 7 conselheiros do CJ e sem a presença do presidente e do vice-presidente, que abandonaram a reunião mais cedo.




O presidente do CJ, António Gonçalves Pereira, está agora a ser alvo de um processo disciplinar, sendo suspenso preventivamente em função disso.


Foi por volta das duas horas da madrugada que Álvaro Batista, o porta-voz das decisões do CJ, anunciou à comunicação social a recusa dos recursos apresentados por Boavista, João Loureiro, ex-presidente axadrezado, Pinto da Costa, presidente do FC Porto, e Augusto Duarte, árbitro. Apenas o recurso do antigo árbitro Jacinto Paixão foi aceite «parcialmente» com a pena de suspensão de quatro anos reduzida.

A reunião do CJ, que começou a meio da tarde de sexta-feira, foi demorada e polémica. O encontro acabou sem o presidente da estrutura e Álvaro Batista explica que a sua saída antes da tomada de decisão teve a ver com João Carrajola Abreu, relator do inquérito relativo ao jogo FC Porto-Estrela da Amadora, pelo qual Pinto da Costa esteve indiciado de corrupção, mas que acabou por ser arquivado.

O FC Porto solicitava o afastamento de João Carrajola Abreu na avaliação do recurso de Pinto da Costa e Gonçalves Pereira terá indicado àquele elemento que estava impedido de participar nas deliberações. Mas os restantes elementos do CJ consideraram esta circunstância «ilegal», explica Álvaro Batista, acrescentando que o presidente do CJ recusou «discutir ou revogar a decisão». Este facto motivou «a instauração de um processo disciplinar» a Gonçalves Pereira, revela o mesmo porta-voz, notando que esse procedimento leva à sua «suspensão preventiva imediata».

Após aquela medida disciplinar, Gonçalves Pereira deu «por encerrada a sessão e abandonou a sala», repara Álvaro Batista, notando que os restantes membros «decidiram continuar a reunião por considerarem nula a decisão de encerramento de trabalhos, por se destinar a impedir a tomada de deliberação».

Agora levantam-se dúvidas se o veredicto dos cinco conselheiros é válido. José Manuel Meirim, especialista em Direito do Desporto, já considerou na Rádio Antena 1 que a decisão é legítima, constatando que, por causa da abertura do processo disciplinar, Gonçalves Pereira «fica impedido de presidir e de estar na reunião». Perante a sua ausência, e a do seu "vice", «são substituídos» pelos restantes elementos do CJ, entende Meirim.



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