Dívidas deixam Estrela com futuro em risco

«Não avaliámos bem todos os jogadores que fomos buscar e neste momento temos um número excedentário», constata o líder do Estrela, sublinhandoi que haverá dispensas em Janeiro para reduzir o plantel para «25 ou 26 jogadores». De saída estão certamente os brasileiros Tarcísio e Edson e o lateral Tony, que não chegou a acordo para a renovação. António Oliveira assegura que a equipa não será reforçada no dito Mercado de Inverno, mas confessa que o regresso de Manú, que voltou ao Benfica em Agosto e que não tem sido opção regular do treinador Fernando Santos, seria bem-vindo. «Seria, sem dúvida, um excelente reforço», constata.Sobre a situação financeira difícil, o presidente do Estrela culpa a anterior direcção, falando em dívidas deixadas pelos antigos responsáveis do emblema. António Oliveira garante que o clube «tem os impostos em dia desde 20 de Junho», assegurando também que os ordenados são regularmente pagos, apesar de admitir que os empregados «não recebem a dia certo».Quanto à viabilidade financeira do Estrela, o presidente nota que depende «do processo de um Pagamento Especial por Conta (PEC) que foi solicitado pelo IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas)». António Oliveira diz que já negociou com a Segurança Social o pagamento do montante em dívida «em 150 meses», mas falta alcançar um entendimento semelhante com o Fisco.Susana Valente

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