FC Porto-V. Guimarães: tira-teimas rumo ao título

O líder do campeonato recebe uma das duas equipas que lhe roubou pontos na primeira volta. Hulk é o

Não vai haver “sentimento de revolta”, garante André Villas-Boas, nesta visita de uma das duas equipas que já roubou pontos ao FC Porto na Liga Zon Sagres – a outra foi o Sporting.

Não deixa de ser curioso que o FC Porto defronte o V. Guimarães na jornada em que o Benfica visita Braga. Dois jogos de dificuldades acrescidas frente a equipas que vivem momentos diferentes: segundo Manuel Machado, técnico dos vimaranenses, o Guimarães está a fazer uma “época brilhante”, atendendo ao quinto lugar numa equipa que fez entrar 21 novos jogadores.

Agora, sem Hulk

Não se pode propriamente dizer que os últimos jogos de Hulk tenham sido brilhantes: não marca há sete encontros e, nos últimos, vimos-lhe, aqui e ali, aquelas doses de individualismo e precipitação que se julgavam definitivamente perdidas no reinado de Villas-Boas. Mas a influência do brasileiro no jogo ofensivo dos dragões é notória, tal como vai ser a sua ausência, ele que cumpre um jogo de castigo por acumulação de cartões amarelos.

 

Villas-Boas tem, aliás, muito que gerir, a quatro jornadas da visita à Luz. Helton, Sapunaru, Otamendi, Álvaro Pereira, Fernando e Guarín, com quatro cartões, estão em risco, uma situação que obriga a “algum cuidado”.

Frente ao Guimarães, no entanto, devem jogar todos de início – com a excepção do “suplente” Guarín -, e ainda James, que vai jogar no lugar de Hulk. O puto colombiano, recorde-se, brilhou a grande altura na última jornada, contribuindo para os lances dos três golos com que o FC Porto derrotou um complicado Olhanense.

Uma já está, faltam quatro

André Villas-Boas lançou o mote antes do encontro com a turma algarvia: ganhando os cinco jogos seguintes, o FC Porto poderia encomendar as faixas de campeão nacional. O primeiro já está, falta agora um V. Guimarães que vem de uma derrota em Coimbra, mas que está em condições de atingir o terceiro lugar – em caso de vitória e se o Paços de Ferreira e o Sporting não ganharem – ou de ser apanhado pelo Nacional da Madeira, se perder.

A corrida pela Europa está, aliás, ao rubro, com o 3º e o 10º classificados separados por apenas 8 pontos.

Noutro “campeonato”, o do título, há muito apenas disputado por FC Porto e Benfica, os azuis-e-brancos preparam a recepção à equipa do Berço, um adversário “que não costuma facilitar” na leitura dos jogos. As palavras são de André Villas-Boas, que espera, ainda assim, “um bom jogo” por parte da equipa portista. Como se disse, “sem desejo de revolta”, mas com a intenção de dar continuidade ao tal ciclo de cinco vitórias – um ciclo que acaba… na Luz.

Antes desse tira-teimas final, há um outro: afinal, quanto vale este Vitória que empatou com os azuis-e-brancos no Afonso Henriques?

Atacar o Dragão com a velocidade de Targino

Já se sabe que Manuel Machado responderia à pergunta acima com um “brilhante”. Garantindo que, com ou sem Hulk, os vitorianos vão defrontar um adversário “difícil”, o técnico assegura que no Dragão “é para ganhar”.

Relativamente à derrota contra a Académica, na semana passada, Manuel Machado deve fazer duas alterações: substituir um desastrado Bruno Teles por Anderson Santana e incluir o velocista Tiago Targino na frente de ataque.

Resta saber se o “brilhante” Vitória consegue repetir a façanha contra uma equipa que continua, tal como há 15 jornadas, sem perder.

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