Hermínio Loureiro critica fim dos subsídios públicos aos clubes

Regime fiscal também criticadoA Proposta de Lei do Governo impede os subsídios do Estado, das Regiões Autónomas e das autarquias «sob qualquer forma» aos clubes que participem em competições profissionais, prevendo apenas os apoios «à construção ou melhoramento de infra-estruturas ou equipamentos desportivos com vista à realização de competições desportivas de interesse público, como tal reconhecidas pelo membro do Governo responsável pela área do Desporto». Estas propostas já mereceram as críticas dos responsáveis do governo regional da Madeira e dos representantes dos principais clubes da Ilha, Nacional e Marítimo, juntando-se agora Hermínio Loureiro ao coro de críticos.O presidente da LPFP reporta-se ainda em tom de reparo à alegada contradição existente entre o regime fiscal dos futebolistas e demais agentes desportivos que continua a definir-se na especificidade própria da actividade e o regime de segurança social que põe termo a essa especificidade, igualando os desportistas aos restantes cidadãos.A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) também critica a Proposta de Lei do governo, em particular no que concerne à fiscalidade relativamente aos homens do apito, considerando o presidente da estrutura, António Sérgio, que o formato actual está «muito vago». «Se os árbitros não virem alguma luz ao fundo do túnel sobre essa matéria, dificilmente estarão dispostos a continuar», adiciona o dirigente falando da necessidade de haver «regras claras» no imediato ao invés de «remetê-las para uma lei futura que pode demorar dois a três anos» a entrar em vigor. António Sérgio avisa para a possibilidade de não haver árbitros «caso essas regras não entrem em funcionamento já» e «se não há árbitros não há jogos, sem jogos não há desporto», conclui o presidente da APAF.Foto: Agência LusaSusana Valente

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