Liga: clubes não desistem do alargamento

Assembleia-Geral aprovou "voto de reprovação" a Fernando Gomes, pelo chumbo da proposta.

A maioria dos clubes da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) reprovou hoje a decisão de Fernando Gomes, presidente da Federação, de chumbar o alargamento do principal campeonato, assunto a que parte dos emblemas promete voltar na próxima época.

Com 22 votos a favor, 18 contra e três abstenções, a Assembleia-Geral, que decorreu no Porto, aprovou um “voto de reprovação pela forma como o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, conduziu todo o processo de alargamento” dos quadros competitivos das duas ligas profissionais, assim como os seus regimes transitórios.

No texto do documento, a que a agência Lusa teve acesso, os signatários entendem que “se torna imperativo decidir a questão do alargamento para o futuro, designadamente a disputa da denominada liguilha no fim da época que se vai iniciar e do alargamento do quadro competitivo para a época seguinte”.

Para regressar ao tema, os clubes contam, para tal, com as declarações de Hermínio Loureiro, vice-presidente federativo, no dia do “chumbo”: “Não foi fechada nenhuma porta com o chumbo, antes pelo contrário, pois vamos trabalhar para encontrar soluções”.

Os 12 promotores da moção louvam, ainda, o “papel lúcido, ativo, sereno, objetivo, isento e imparcial” desenvolvido pelo presidente da Liga, Mário Figueiredo.

Esta reprovação, sem qualquer consequência regimental, não poupa Fernando Gomes: “Constata-se que o presidente da Federação Portuguesa de Futebol não aceita uma decisão democrática” dos órgãos da LPFP e dos clubes envolvidos.

“É lamentável que [o presidente da FPF] tenha assumido publicamente que não autoriza o dito alargamento, sem consultar nem abordar os clubes”, refere a moção.

Os signatários da moção consideraram, por isso, que “tal conduta revela que o presidente da Federação não compreende nem respeita os legítimos direitos e interesses dos clubes que disputam a Liga principal do futebol profissional português”, razão pela qual merece “a expressão de um voto de reprovação”.

No final da reunião magna, o presidente da LPFP não se considerou “derrotado” pelo chumbo do alargamento, admitindo que os clubes não ficaram contentes com a decisão e por isso votaram esta moção.

A 15 de maio, a direção da FPF chumbou o alargamento da Liga na próxima temporada de 16 para 18 clubes, justificando com o "momento atual" e com a necessidade de manter "a integridade da competição".

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