João Bartolomeu denuncia agressões em Braga

Presidente do clube leiriense diz que dirigentes do Sp. Braga entraram no balneário "ao pontapé"

O presidente da U. Leiria censurou esta segunda-feira o comportamento dos dirigentes do Braga, que no domingo terão invadido o balneário leiriense e agredido futebolistas da equipa, e prometeu que o caso vai chegar aos tribunais.

“O que se passou em Braga foi gravíssimo e tem de chegar aos tribunais civis. O que se passou ultrapassa claramente a competência da Liga”, disse à Lusa João Bartolomeu, referindo-se aos acontecimentos no final do encontro entre Braga e U. Leiria, da 28.ª jornada da Liga de futebol, que terminou empatado 0-0.

Segundo a U. Leiria, o presidente do Braga, António Salvador, e o manager Fernando Couto terão invadido o balneário onde estava a equipa leiriense.

“Entraram ao pontapé, ameaçaram-nos com insultos de toda a ordem e disseram que devíamos descer de divisão... O que se passou não tem desculpa. Nunca ouvi falar em nada assim, nem tenho conhecimento que alguma vez tivesse acontecido. Nem em África!”, disse João Bartolomeu.

O presidente da U. Leiria diz que os jogadores Iturra, Cacá e Rúben Brígido foram alvo de agressão e esta tarde irão ao Centro Hospitalar Leiria-Pombal para serem diagnosticados, tendo em vista a elaboração de um relatório para apresentação às autoridades.

 

"Vamos agir judicialmente"

“Para bem do futebol, peço que isto não aconteça em mais lado nenhum. Estou muito triste com isto que se passou e por isso vamos agir judicialmente, porque isto vai muito para além da Liga. As pessoas que o fizeram estão identificadas e vamos agir contra elas”, acrescentou João Bartolomeu.

O líder dos leirienses disse ainda não encontrar justificação para os atos no final da partida, considerando que a recusa da U. Leiria em alterar a data do jogo com o Braga, que pediu a antecipação do jogo devido ao envolvimento na meia-final da Liga Europa com o Benfica, não serve de motivo:

“O que se passou não tem desculpa, porque é de uma gravidade incalculável. Não antecipámos o jogo porque se trata de uma meia-final entre duas equipas portuguesas e decidimos ter uma postura de igualdade, para não prejudicar nem beneficiar nenhuma delas. Se fosse contra uma equipa estrangeira, teríamos aceite o pedido de alteração do jogo”.

Na sequência do que se passou no final da partida de domingo, a União de Leiria, SAD, não pondera, contudo, o corte de relações com a sua homóloga de Braga:

“Tínhamos boas relações, não havia qualquer caso anterior. Ninguém no futebol esperava uma situação destas. Mas todas as pessoas têm momentos maus. Também já tive os meus, mas não pontapeei portas, nem invadi balneários. O que se passou é inacreditável, não é admissível em lado nenhum”.

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