Mundial2010: Queiroz promete «mais riscos» frente aos coreanos


Mundial2010: Queiroz promete «mais riscos» frente aos coreanos
Carlos Queiroz critica a postura defensiva da Costa do Marfim depois do empate a 0-0 de Portugal, na estreia
do Grupo G no Mundial da África do Sul, e para o próximo embate contra a Coreia do Norte, que é preciso ganhar, promete «assumir mais riscos».





O treinador de Portugal atesta que a Costa do Marfim «não quis assumir o jogo, ficou lá atrás», o que complicou a estratégia de
Portugal que não se costuma dar bem com este tipo de jogo mais defensivo. «É difícil jogar contra uma equipa que se plantou contra Portugal
e ficou à espera de um erro
», diz Queiroz.

De qualquer modo, o seleccionador entende que continua tudo em aberto e repara que no próximo jogo, contra a Coreia do Norte,
«as equipas vão ter de assumir mais riscos». «A Coreia não poderá ter esta atitude, mas vamos para o segundo jogo com um ponto
conquistado frente a um dos favoritos
», realça.

Também Cristiano Ronaldo atesta que «não está nada perdido», embora admita que os jogadores lusos estão «tristes por não
conseguir os três pontos porque somos melhores do que eles
», refere o capitão das quinas. De resto o jogador do Real Madrid
assevera que «houve muitas equipas que empataram» nos primeiros jogos deste Mundial, citando os exemplos de Inglaterra e
Itália.

Quanto à Costa do Marfim sustenta que a Selecção lusa sabia que «não ia atacar muito», notando que os africanos jogaram «no erro»
das quinas e «com medo». E sobre a formação lusa refere que «esteve bem» e que «não tivemos sorte».

Do banco o guarda-redes Beto analisa que «podíamos ter feito mais nalguns momentos do jogo», mas também evidencia que
«não perdemos». Mas Rúben Amorim, que saltou do banco para fazer a sua estreia pela Selecção principal em
pleno Mundial, releva que «era importante vencer». O jogador do Benfica diz que o adversário foi «muito
difícil de contrariar naqueles contra-ataques
».

Sven-Goran Eriksson, seleccionador da Costa do Marfim, entende que «se havia alguma equipa que podia ganhar, era a Costa do
Marfim
. O treinador sueco diz que os seus jogadores criaram as melhores oportunidades num «jogo duro» e com «poucas
ocasiões de golo
» em que as duas formações estavam «mais preocupadas em não perder o jogo», assevera.

Quanto a Didier Drogba, que entrou apenas na segunda parte, Eriksson esclarece que foi o próprio jogador quem manifestou que
«preferia assim», constatando que optou por não lhe colocar qualquer «pressão».


Foto: fifa.com