Costinha: saída de Scolari serão dez passos atrás


Costinha: saída de Scolari serão dez passos atrás
Costinha é mais um jogador da Selecção portuguesa que sai em defesa de Luiz Felipe Scolari, salientando que o seleccionador
«tem feito muito por Portugal» e que a sua continuidade na equipa das quinas será benéfica para o futebol português. Mas por outro lado o médio questiona se valerá a pena que o treinador brasileiro continue face às críticas constantes. Certo é que segundo Costinha Scolari «conseguiu unir o país» e «os clubes já não mandam na Selecção como antigamente», analisa o atleta. Se ele deixar a Selecção «serão dez passos atrás», salienta um dos sub-capitães de Portugal.


«Coisas más morrem à nascença!»

Costinha constata que «por um lado gostava que [Scolari] continuasse porque era bom sinal e Portugal continuaria no bom caminho». Mas «por outro lado, pergunto-me se vale a pena continuar a ser castigado por uma ou outra opção, por uma ou outra táctica, por um ou outro comentário», adiciona o atleta. O médio congratula-se com o facto de o seleccionador ter «as suas ideias e vai morrer com as suas ideias», nota, realçando que o técnico é imune às pressões dos clubes. Quanto a uma eventual continuidade do treinador, Costinha preconiza que «os jogadores mais novos irão beneficiar muito com o lado humano e profissional» de Scolari.
E perante as críticas de que a Selecção tem sido alvo, nomeadamente após a exibição frente a Angola, Costinha considera que são «normais» e que são reparos que «existem em todas as Selecções». Mas é certo que «as coisas más que chegam ao balneário morrem à nascença», assegura o atleta que na próxima época vai jogar no Atlético de Madrid. Costinha frisa que há «um espírito e união de família muito grandes» no seio da Selecção, notando que os jogadores estão «concentrados em ganhar jogos» e «em fazer o melhor possível». O médio afiança que todos têm a consciência de que devem ser «muito fortes mentalmente para saber ultrapassar os adversários que estão dentro de campo e fora da bancada».
Quanto ao facto de não ter sido titular no jogo de estreia de Portugal no Mundial, Costinha destaca que «qualquer jogador tem que estar preparado para jogar e para não jogar», realçando que ficou «extremamente satisfeito por Portugal ter vencido». De resto os atletas que entraram de início «merecem continuar», refere o médio, prevendo que «com o desenrolar dos jogos ainda ficaremos mais fortes».

Boa Morte: não esperamos facilidades frente ao Irão

As declarações de Costinha foram prestadas em Marienfeld no quartel-general da Selecção portuguesa na Alemanha, onde também falou com os jornalista na conferência de imprensa diária Luís Boa Morte. O jogador do Fulham destaca que as quinas não estão «à espera de facilidades» frente ao Irão. Salientando que se trata de um adversário perigoso, Boa Morte refere contudo que Portugal deve preocupar-se apenas consigo de modo a «fazermos o melhor e conseguirmos os três pontos», realça. Quanto às suas hipóteses de alinhar o atleta diz que está disposto a «jogar onde o mister entender», sublinhando contudo que isso não é o mais importante. Boa Morte frisa que o grupo português «é forte» e que é preciso «pensar jogo a jogo» sem colocar «metas e fasquias».
Entretanto do Irão vem a notícia de que Ali Daei está recuperado para o jogo com Portugal. O avançado estava em dúvida por lesão, mas o seleccionador iraniano já confirmou que poderá utilizá-lo frente às quinas. Também Mehdi Mahdavikia e Ferydoon Zandi estão aptos para o encontro.

Foto: Agência Lusa