Scolari: iremos até onde nos deixarem


Scolari: iremos até onde nos deixarem
Luiz Felipe Scolari define o triunfo por 2-0 de Portugal frente ao Irão como «histórico», pois permite às quinas passarem aos oitavos-de-final de um Mundial depois de apenas em 1966 o terem conseguido. «Há 40 anos que não nos qualificavamos», salienta o seleccionador da equipa portuguesa, realçando que agora «aumenta a esperança». Mas Scolari avisa que há em prova Selecções com «muito melhores condições do que a nossa» para triunfarem. Continuando a realçar que chegar entre os oito primeiros é a grande meta, o treinador diz que «iremos até onde nos deixarem».
Tendo em vista o encontro dos oitavos-de-final, Scolari recusa dizer se prefere defrontar a Argentina ou a Holanda, realçando que nessa fase do Mundial as equipas são todas
«muito iguais». Certo é que há Selecções que «têm muito melhores condições do que a nossa em termos de grupo», afiança o seleccionador, frisando que têm entre os 23 convocados uma maior homogeneidade de qualidade. Enquanto «nós temos que improvisar» nalguns sectores, evidencia.
Para o jogo com o México da última jornada da fase de Grupos Scolari constata que é uma partida «para vencer», mas o seleccionador realça que nos permite pensar já no encontro dos oitavos. Por isso o seleccionador refere que Portugal poderá ter «cuidados em relação a cartões» e a outros «detalhes», frisando que «temos tempo para pensar, para recuperar atletas». De resto o treinador nota que a equipa está «crescendo» e que temos «quase todos os jogadores nas suas melhores condições». Scolari explica a utilização de Costinha no onze titular frente ao Irão com o facto de ter vindo «a crescer nos treinamentos físicos e técnicos», salientando também que Maniche foi opção preferencial por ter vindo a adquirir «ritmo». O seleccionador aponta assim que voltamos «à equipa-base que jogou parte do Euro e grande parte da qualificação», deixando prever que continuará a ser a estrutura de eleição para os oitavos.

Quanto ao encontro com o Irão Scolari analisa que foi um jogo com um «índice técnico muito bom» e sublinha que Portugal teve «uma participação muito melhor do que no jogo com Angola».
Para os próximos embates, Scolari salienta que quem «cometer menos erros ou quem fizer com que o adversário mude a sua característica, tem maiores possibilidades» de triunfar.


Foto: Agência Lusa