Benfica critica timing da notícia sobre Nuno Assis


Benfica critica timing da notícia sobre Nuno Assis
O Benfica critica o momento de aparecimento da notícia que assinala o facto de a Procuradoria-Geral da República (PGR) considerar ilegal o arquivamento do processo de doping de Nuno Assis por parte da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Sílvio Cervan, vice-presidente da Luz, salienta na Rádio Antena 1 que o clube tem conhecimento do parecer apenas pela Agência Lusa e diz que «isto é brincar». «A justiça inocentou o Nuno Assis e parece que há pessoas em Portugal interessadas em fazerem vingança em vez de fazerem justiça», destaca o advogado que já foi deputado pelo PP.


Sílvio Cervan diz que Benfica não faz pressões

As palavras de Sílvio Cervan surgem nas vésperas de o caso ser analisado pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), que na segunda-feira toma uma decisão, e por isso mesmo o dirigente encarnado esquiva-se a tecer mais considerações em prol da defesa do médio. «Não haverá pressão sobre o TAD, o resto fica para dizer depois», constata o "vice" das águias na Antena 1, deixando perceber que na sua óptica a notícia da Agência Lusa visa condicionar a decisão do Órgão internacional.
Entretanto a FPF afiança também que «desconhece em absoluto» o parecer da PGR, conforme se escreve em comunicado. A estrutura nota ainda que «não se vislumbra» que, em função de um caso em que «está em causa uma decisão técnico-jurídica devidamente fundamentada e emitida por um Órgão com competência para o fazer», possa perder o Estatuto de Utilidade Pública. A PGR exige ao Conselho de Justiça (CJ) da FPF que revogue a decisão de arquivamento do processo no qual a Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) condenou Nuno Assis a uma suspensão de seis meses. A Federação alega contudo que o CJ interveio na sequência de um recurso interposto pelo Benfica e que «nunca esteve em causa a apreciação do caso concreto», frisando que o Órgão «goza de total autonomia e independência técnica». Ora nem a direcção da FPF, nem outro qualquer Órgão Social «têm competência legal ou estatutária para revogar decisões» do CJ, «tal como o Governo da República não pode revogar decisões dos tribunais portugueses», salienta-se no texto da Federação.
Por fim a FPF afirma que a «suspensão do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva está dependente de um processo próprio com critérios muito específicos e apenas se aplica, compreensivelmente, a casos de excepcional gravidade», não sendo este o caso, na óptica da Federação.

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