Benfica pede credibilidade à FPF

Alípio Matos recordou polémica da final do campeonato de futsal.

O dia foi de início da temporada 2016/17 para o futsal do Benfica mas Alípio Matos não esquece a polémica da final do campeonato anterior.

Em causa a suspensão de Bruno Coelho, que foi suspenso pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol duas horas antes do terceiro jogo contra o Sporting.

"O Bruno Coelho foi castigado um jogo, foi agredido e o Conselho de Disciplina decidiu dizer que o atleta podia ter jogado no terceiro jogo. Nesse dia, os delegados da federação mandaram o Bruno Coelho para a bancada", relatou o coordenador da secção de futsal da Luz.

Alípio Matos está contra um "conjunto de situações caricatas e incompreensíveis", que criam "mal-estar". Por isso apela a uma mudança: "Tem de haver credibilidade no futsal português e nós temos de nos fazer ouvir".

O ex-treinador do Benfica deixou outra queixa, para a nova temporada: "No início da época, 11 entre 12 clubes da Liga foram unânimes em aceitar que as equipas teriam que ter obrigatoriamente sete elementos formados localmente na ficha de jogo, onde só poderiam jogar 5 que não o eram. O Benfica podia ter mais estrangeiros dos que tem agora, mas preparámos a época consoante esse limite. O que aconteceu, à posteriori, foi que as regras mudaram. Não sabemos porquê… O que fica é nada daquilo que os clubes quiseram".

O diretor acrescentou que esta regra de limite de estrangeiros estava prevista para todas as provas oficiais. "Agora, pelos vistos, não há limite. Isto é uma situação gravíssima. Como é que é possível os juristas passarem erradamente para o papel o que estava estipulado pela direcção da Federação e pelos clubes? É inaceitável", criticou.

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