Benfica e Vale e Azevedo ilibados do crime de abuso fiscal

Ex-presidente apanha 7 anos e meio no caso Dantas da CunhaA justiça volta a culpar Vale e Azevedo, estando desta feita em causa um processo que remonta a 1997 e que envolve a alegada falsificação de procurações para obter, sem a autorização e conhecimento sequer de Pedro Dantas da Cunha, de poderes para hipotecar um imóvel localizado em Lisboa. Esta hipoteca visava servir como garantia de um empréstimo de 7,5 milhões de euros obtido na Caixa Geral de Depósitos (CGD). Vale e Azevedo é condenado em três anos de prisão por um crime de falsificação de documentos e em seis anos por um crime de burla qualificada, com o cúmulo jurídico a ditar uma pena de sete anos e seis meses. O advogado é ainda condenado ao pagamento de 5 milhões de euros à CGD e de outros tantos 5 milhões a Dantas da Cunha.Além do ex-dirigente da Luz foi também condenada a notária Lídia Menezes por co-autoria de um crime de falsificação em três anos de pena suspensa por cinco anos.Vale e Azevedo já anunciou que vai recorrer da decisão, frisando na Rádio Antena 1 que vai «lutar pela absolvição custe o que custar».Quanto ao crime de abuso fiscal, Vale e Azevedo é ilibido por não existirem provas de que terá dado ordens no seio do Benfica para que a retenção indevida dos 8,6 milhões de euros referidos acima.Note-se que o ex-presidente do Benfica tinha já sido condenado nos casos "Ovchinikov" e "Euroárea" a seis anos de prisão em cúmulo jurídico, tendo cumprido três anos de prisão efectiva.Susana Valente

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