FC Porto vence Benfica e reentra na luta pelo título

Dragões foram ganhar à Luz por 2-1, depois de estarem a perder.

O Benfica foi surpreendido esta sexta-feira pelo FC Porto no Estádio da Luz. Os encarnados perderam o jogo de arranque da 22.ª jornada por 1-2 e permitiram aos azuis e brancos reentrarem na luta pelo título nacional. A julgar pelo que aconteceu em campo, vai haver campeonato até ao fim.

A vitória do FC Porto deveu-se à atitude concentrada e competitiva com que enfrentou a partida (precisava de ganhar e entrou em campo decidido a consegui-lo), aliada a uma eficácia acentuada e a um Casillas a mostrar que ainda é um guarda-redes de grandes noites. Do outro lado, notou-se inconsistência defensiva da parte do Benfica e, na frente, a equipa da casa falhou demasiadas oportunidades. Falhas que não deixam de ser estranhas, face à capacidade goleadora que o Benfica tem demonstrado nos jogos mais recentes – verdade seja dita que frente a opositores de menor qualidade.  

O FC Porto entrou bem mas, pouco a pouco, o Benfica tomou conta do jogo. Pizzi esteve perto de marcar, aos 16 minutos, mas foi o inevitável Mitroglou a encher o pé e a fazer saltar as bancadas, com um remate certeiro aos 18 minutos.

Pensou-se que o Benfica iria embalar para mais uma jornada festiva, mas pela frente tinha um FC Porto determinado. Os dragões, com um central estreante (Chidozie) que encheu as medidas de todos, equilibraram o embate no meio-campo, cresceram e empataram por Herrera, com um bom remate aos 28 minutos.

O Benfica poderia ter voltado a marcar, com Jonas a fazer Casillas brilhar aos 35’, e com Mitroglou a desperdiçar cinco minutos depois. Mas Herrera também poderia ter bisado antes do intervalo. Muitas jogadas de ataque, muitos remates à baliza, um jogo leal, bem disputado e emotivo, como se quer.

O FC Porto voltou a reentrar bem, mas foi o Benfica a estar outra vez mais perto de festejar, aos 52’, quando Gaitán voltou a pôr à prova a noite inspirada de Casillas.

Já com Marega em campo, no lugar do desinspirado Corona, o FC Porto consumou a reviravolta, aos 65’. Um erro da defensiva encarnada – Jardel esteve mal – permitiu a Aboubakar isolar-se e a enganar Júlio César.

Até final, o destaque vai para Casillas, que completou a sua superior exibição com um punhado de grandes intervenções, e para o regresso de Salvio, que se estreou esta temporada.

O Benfica voltou a perder, depois de uma extraordinária recuperação que o fez encostar-se ao Sporting. Mas entre grandes equipas, todos os resultados são possíveis. E convém nunca esquecer-se que em Portugal há, quase sempre, três grandes equipas, que podem vencer em qualquer ocasião.

Benfica - Júlio César; André Almeida, Lindelof, Jardel e Eliseu (Salvio, 80’); Pizzi (Carcela, 69’), Samaris (Talisca, 69’), Renato Sanches e Gaitán; Jonas e Mitroglou.
Suplentes: Ederson; Sílvio, Nélson Semedo, Salvio, Carcela, Talisca e Raúl Jiménez.

FC Porto - Casillas; Maxi Pereira, Chidozie, Martins Indi e Layún; Danilo, Herrera e André André (Rúben Neves, 75’); Brahimi (Varela, 87’), Aboubakar e Corona (Marega, 59’).
Suplentes: Helton, José Ángel, Rúben Neves, Sérgio Oliveira, Varela, Marega e Suk.

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