Benfica de luxo esmaga Guimarães

O Benfica conseguiu a 9.ª vitória consecutiva na Liga portuguesa, com mais uma exibição de grande ní

Foi um grande Benfica aquele que este domingo goleou o V. Guimarães por 3-0. Sidnei estreou-se a marcar pelos encarnados, logo aos 24 minutos, e Aimar e Carlos Martins dilataram a vantagem depois do intervalo. Esta foi a nona vitória consecutiva dos homens comandados por Jorge Jesus.

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Com um triunfo que permitiu vingar a derrota em Guimarães (2-1), na primeira volta do campeonato, o Benfica prolongou a série de êxitos nas competições internas para 16. Um bom augúrio para a recepção ao Estugarda, na quinta-feira, nos 16 avos de final da Liga Europa.

Nem a grande penalidade desperdiçada por Cardozo (76 minutos) tira brilho a uma actuação coletiva personalizada, num jogo em que os “encarnados” viram dois golos serem invalidados a Cardozo e Saviola.

A canalizar mais jogo pelo flanco direito ao longo dos 90 minutos, o Benfica demonstrou cedo as intenções perante um Vitória de Guimarães retraído, encolhido no seu meio campo. Os lances de Maxi Pereira e Salvio semearam o pânico na defesa vimaranense, enquanto na ala esquerda Fábio Coentrão, a dividir com Sidnei a vigilância a Edgar, não se aventurou como habitualmente.

Com mais bola, o Benfica acabou por criar situações de calafrio a Nilson e seus pares, obrigados a aplicarem-se para evitar o inevitável. De tanto porfiar, o colectivo de Jorge Jesus acabou por conseguir a vantagem, aos 24, com Sidnei a surgir ao primeiro poste e a corresponder ao pontapé de canto colocado assinado por Pablo Aimar.

Dois minutos volvidos, o argentino Salvio protagonizou nova iniciativa e o compatriota Saviola falhou o remate com Nilson pela frente, impossibilitando que o resultado fosse ampliado. Aos 28, Cardozo, na conversão de um livre directo, bem ao seu jeito, surpreendeu a defesa contrária com o endosso da bola para Salvio, que rematou ao poste direito.

A bola voltou a embater no ferro da baliza aos 41, num remate de Gaitán, em conclusão de mais uma jogada de combinação de Salvio e Maxi Pereira. O defesa uruguaio rematou para a defesa de Nilson e o espanhol Gaitán rematou à trave na recarga.

Manuel Machado percebeu que a permeabilidade do Vitória de Guimarães na faixa direita e, no reatamento, promoveu a entrada de Jorge Ribeiro (emprestado pelo Benfica) para anular as investidas de Maxi e Salvio. A intenção do técnico não estancou por completo a actividade da ala direita “encarnada” e o Benfica continuou a manter o controlo do jogo, chegando ao 2-0 por Aimar (49), num remate cruzado dentro da área, depois de passe longo de Sidnei.

O Vitória, que apenas realizou um remate enquadrado com a baliza de Roberto (51), continuou sem conseguir estender-se no terreno. As entradas de Targino e João Pedro procuraram dar a profundidade necessária e a equipa da Cidade Berço subiu no terreno, mas também abriu mais espaços.

Embora tenha diminuído a intensidade ofensiva, o Benfica ainda continuou a acercar-se da baliza de Nilson e esteve mesmo perto do 3-0, aos 76, com Cardozo a despediçar a grande penalidade cometida por João Alves sobre Saviola. A mesma infelicidade para Edgar (84), que teve nos pés a melhor ocasião dos vimaranenses em todo o encontro, com Roberto a defender.

No entanto, Carlos Martins, no período de compensação, guardou para o final uma pérola: um “chapéu” a Nilson que levou a Luz à euforia com o 3-0.

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