Relatórios do clássico do Dragão motivam queixa do Benfica


Relatórios do clássico do Dragão motivam queixa do Benfica
O Porto-Benfica (3-2) da jornada 8 da Primeira Liga já lá vai, mas continua a dar que falar. Estão agora em causa os relatórios dos Delegados ao Jogo da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), com a SAD da Luz a revelar «enorme estranheza» pelo que neles consta. O Benfica anuncia no seu sítio da Internet o envio de uma exposição à Comissão Executiva e à Comissão Disciplinar da LPFP, queixando-se do facto de ter recebido três relatórios de três Delegados, quando apenas a nomeação de dois foi tornada pública, e lamentando que em nenhum deles se relatem alegados comportamentos inadequados dos adeptos e da SAD portistas. Entretanto a Comissão Disciplinar (CD) abriu um processo a Carlos Xistra após queixa das águias...

No seguimento de participação do Benfica, perante a expulsão de Fabrizio Miccoli no jogo com o Estrela da Amadora que impediu assim o avançado de alinhar frente ao Porto, a CD da Liga de Clubes instaurou um processo ao árbitro de Castelo Branco. A Rádio Renascença sustenta que o Benfica se queixa «de erros graves com implicação no jogo seguinte», isto é, no clássico do Dragão.
E sobre o embate na Invicta, que o Porto ganhou por 3-2, no texto divulgado na Página da Internet do Benfica salienta-se que «causou enorme estranheza» no clube a recepção de três relatórios de três Delegados, sublinhando-se que a LPFP tornou públicas apenas as nomeações de Esmeraldo Augusto e de António Augusto e revelando-se portanto «espanto» pela chegada de «um terceiro relatório dum terceiro Delegado», concretamente Óscar Fernandes, que o Benfica define como «um ex-dirigente dedicado do FC Porto». «E o espanto é ainda maior ao verificar que é o relatório deste Delegado que assume maior relevância, pois é nele que se desenvolvem as "ocorrências", remetendo os outros dois para o que nele se refere», acrescenta-se no artigo.
A SAD da Luz fala da «falta de credibilidade dos relatórios dos delegados» e critica o facto de nenhum deles referir comportamentos inadequados dos adeptos portistas, reclamando que estes protagonizaram os habituais «cânticos» insultuosos para com os rivais. A direcção encarnada cita também que os Delegados não assinalaram a presença de uma bandeira com uma inscrição ofensiva directamente para com José Veiga, nem «a chuva de isqueiros e moedas sobre o banco de suplentes do Benfica» ou as alegadas «manifestações verbais de índole racista quando o jogador Mantorras procedia a aquecimento». Portanto, as águias realçam que os Delegados terão «violado os seus deveres funcionais», recamando ainda da multa de 300 euros que lhes foi aplicada pela LPFP por cadeiras alegadamente partidas pelos seus adeptos. Recordando que «não houve bilhetes disponibilizados ao Benfica» para o clássico, a SAD encarnada aponta que os simpatizantes presentes no Dragão só podem ser considerados como «público em geral».
No mesmo texto o Benfica aponta a anexação de fotos publicadas na imprensa desportiva à exposição enviada à LPFP para atestar a alegada presença indevida de elementos da SAD portista no túnel de acesso aos balneários. Além disso, os encarnados notam o facto de o Porto «não ter emitido bilhetes para venda destinada ao público, em expressa violação do nº 1 do artigo 69º do Regulamento de Competições», revelando por fim surpresa pelo «silêncio comprometedor» da direcção da LPFP neste âmbito.

Notícias: Benfica