Sumaríssimo a Luisão terá surgido após queixa do FC Porto


Sumaríssimo a Luisão terá surgido após queixa do FC Porto
O Benfica vai contestar o processo sumaríssimo aberto pela Comissão Disciplinar (CD) a Luisão. O órgão da Liga propõe uma suspensão de 2 jogos para o central depois da cotovelada em Sapunaru durante o clássico contra o FC Porto. Terá sido após queixa apresentada pela SAD portista que a CD actuou. A confirmar-se o castigo, o emblema da Luz perde Luisão para os jogos contra Paços de Ferreira e Sporting.




Na imprensa desportiva noticia-se que o Benfica vai solicitar à CD a reconversão do sumaríssimo em processo sumário, o que permitirá preparar a defesa de Luisão com mais tempo. No sumaríssimo o jogador só tem 48 horas desde que seja notificado para apresentar a sua argumentação. Além disso, o sumaríssimo não é passível de reclamação para o Plenário da CD, embora possa dar azo a recurso.


No comunicado da CD que anuncia o sumaríssimo considera-se que o acto do jogador foi uma «agressão física» com «grau elevado de censura», sobretudo por o defesa ser capitão de equipa no jogo em causa. A estrutura evidencia ainda o carácter mediático do clássico e a difusão alargada das imagens do lance, notando que estes factos criaram «um forte impacto negativo para a imagem
pública da competição
».

A CD salienta também que Luisão revelou «intencionalidade» quando atingiu «com o cotovelo a cara» de Sapunaru e que o seu gesto colocou em causa a «integridade física e a saúde do atleta adversário em perigo».

O Órgão propõe um castigo de dois jogos e multa de 1000 euros com base no artigo 120, nº 1, alínea b) do Regulamento Disciplinar que prevê, para os casos de agressão, suspensão máxima até 5 jogos e multa até aos 5 mil euros.

No regresso dos sumaríssimos logo à jornada 2 da Liga, a CD esclarece ainda que a abertura deste tipo de processos surge em resultado de «situações intoleráveis» e em casos de conduta merecedora de uma «censura ético-disciplinar especialmente qualificada». A estrutura fala ainda da importância de «prevenir a prática futura de ilícitos disciplinares semelhantes».



Foto [de Luisão]: Lusa



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