Jornalismo desportivo ou sensacionalista?

Confesso que a capa com Maxi Pereira me chocou um bocadinho menos do que aquela onde Jorge Jesus aparecia de mota e óculos escuros, qual rei do asfalto. Mesmo assim, com mais ou menos choque, a verdade é que acho qualquer uma delas de um profundo mau gosto intelectual. Mais ainda do que aquela que garantia que, este ano, "Ninguém pára o Benfica". Nada a que este jornal não nos tenha já habituado, bem como a sua evidente tendência clubística.Por outro lado, temos o concorrente "Record". Não tão popular ou tão parolo na forma de agigantar certas personagens, mas igualmente polémico e sensacionalista, sobretudo no que toca aos chamados negócios-fantasma. São famosas as suas capas a garantir contratações que nunca se vieram a concretizar, com a particularidade de avançar números e outros pormenores que nunca passaram sequer ao papel. A tendência não é clara de todo, mas aquela capa com Liedson no chão e a manchete do "Levanta-te e ganha" ao lado, quando o Sporting discutia um lugar com o Guimarães pode ter dado alguns sinais sobre isso. Ou será que a constante indiferença em relação aos maiores feitos do FC Porto é suficiente?Por último, o jornal "O Jogo", que me parece a mim o mais sério dos três e que é apontado como afecto aos dragões, apesar de apresentar duas capas distintas para as edições Norte e Sul. Raramente dá um negócio como certo sem que ele passe ao papel e evita ao máximo manchetes de gosto tão duvidoso como aqueles com que a concorrência nos brinda. No entanto, terá também os seus defeitos e os seus títulos ao estilo "Paulo Bento dormiu com Quaresma", embora eu admita não ser a melhor pessoa para os nomear.Por isso, pergunto: será a nossa imprensa desportiva minimamente séria ou está mesmo a ficar tão sensacionalista como a imprensa cor-de-rosa? Quanto vale uma capa? Há algumas que, pelos melhores ou pelos piores motivos, ficam na retina dos leitores... Quais as capas que se recordam mais?
artenigma

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