Feirense-FC Porto: há muito que não se via um dragão assim (crónica)

Sem ideias, lento, precipitado. Foi este o FC Porto que empatou com um excelente Feirense. Se a atit

Um FC Porto irreconhecível cedeu os primeiros pontos na Liga Zon Sagres perante um dos mais improváveis adversários. Mas o Feirense justificou o empate, e se a atitude ganhasse jogos os comandados de Quim Machado estariam esta noite a saborear não um, mas três pontos.

Foi, de facto, atitude o que faltou aos campeões nacionais, além de Hulk e Alvaro Pereira. Mas a um plantel como o do FC Porto exige-se que tenha soluções para as ausências pontuais dos titulares, por mais importantes que sejam.

A primeira parte mostrou onze dragões sem chama. Foram 45 minutos de longos bocejos, com escassas oportunidades de golo e em que o nulo era o único resultado aceitável.

Esperava-se que o intervalo servisse para os campeões perceberem que do outro lado não estava uma equipa fácil, mas sim um conjunto bem orientado por Quim Machado, personalizado, bem espalhado no campo e rápido nas saídas com a bola nos pés.

E foi de facto um FC Porto mais desenvolto a atacar que surgiu após o reatamento – a saída de Kléber também ajudou. Mas é igualmente verdade que o Feirense surgiu com a ambição redobrada e a acreditar que a vitória era possível.

Não admira, portanto, que as oportunidades de golo se sucedessem em ambas as balizas. Miguel Pedro, Diogo Cunha (que perdida incrível, aos 58 minutos!), Carlos Fonseca – o melhor em campo – e Ludovic faziam a cabeça dos defesas do FC Porto em água; Guarín, James Rodriguez, Varela e Moutinho acumulavam situações na outra baliza. Sem sucesso, em ambos os casos.

Com o tempo a esgotar-se, James Rodríguez perdeu a cabeça e foi justamente expulso. Não vai jogar contra o Benfica, na próxima sexta-feira.

Vítor Pereira tem muito o que conversar com os seus jogadores durante a semana. Há muito tempo que não se via um FC Porto tão fraco como o deste domingo.

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