Sporting-Feirense: marcar cedo e descansar depois (crónica)

Os leões jogaram quanto baste para derrotar o último classificado da Liga, que mostrou em Alvalade q

O Sporting cumpriu os mínimos e derrotou o Feirense em Alvalade, no único jogo da 24.ª jornada disputado este sábado. Um golo de Diego Capel, de grande penalidade, chegou para vencer o último classificado, que ainda tentou levar um resultado positivo para o Norte, mas que desde cedo mostrou o porquê de só ter ganhado três dos 24 jogos que disputou na Liga Zon Sagres.

A primeira parte do jogo foi muito fraca, em especial desde que Capel (com visual novo) marcou, logo aos 15 minutos, a castigar uma infantilidade de Ludovic na grande área. Ao ver-se em vantagem, e percebendo cedo que tinha um adversário débil pela frente, o Sporting entrou em modo de poupança de forças. O que, embora se entenda (os jogos têm sido muitos e desgastantes), não prestigia o espetáculo.

O primeiro remate do Feirense aconteceu apenas aos 43 minutos, o que ilustra na perfeição a falta de qualidade evidenciada pelos visitantes na primeira parte - e mesmo esse passou muito longe da baliza de Rui Patrício. Da parte dos leões, valha a verdade, pouco mais se viu. Destaque, ainda assim, para alguns passes longos bem medidos, a desmarcar os companheiros, por parte de Renato Neto, uma surpresa no onze inicial (Matías Fernandez estava na bancada), e pelas tentativas de Capel e Izmailov em animar os acontecimentos.

 

Carrillo tarda em aparecer

Os dois treinadores mexeram ao intervalo. Decidiu melhor Quim Machado, que fez entrar Carlos Fonseca, do que Sá Pinto, que trocou Jeffrén por Carrillo.

Carlos Fonseca mostrou, mais uma vez, que é um dos melhores jogadores da sua equipa e com ele em campo o Feirense mudou da noite para o dia. Os leões saíram a perder com a troca. Carrillo continua sem mostrar em campo a qualidade que aparenta ter.

Transfigurados, os homens de Santa Maria da Feira poderiam ter empatado o jogo em pelo menos quatro situações: aos 49 minutos, por Buval, aos 51, por Ludovic, aos 54, por Carlos Fonseca, e aos 58, por Siaka Bamba. A verdade é que em nenhuma delas conseguiram acertar na baliza, e assim é difícil fugir ao último lugar.

É uma frase feita dizer-se que quem não marca, sofre. Mas o Sporting optou por não a cumprir, desta vez. Os leões responderam da mesma forma à falta de objetividade adversária e por duas vezes falharam o alvo: por Capel, de cabeça, aos 65 minutos, e por Wolfswinkel, no minuto seguinte. Com assistência de João Pereira em ambos os casos.

A partir dos 70 minutos o ritmo baixou de novo. Até ao final, realce apenas para uma jogada aos 85 minutos que quase deu o 2-0, novamente por João Pereira, agora  servido por Izmailov. Mas estava escrito nas estrelas que esta noite só haveria um golo. Que chegou para que o Sporting cumprisse os objetivos e garantisse, à condição, o quarto lugar. O futebol, esse é que não quis nada de Alvalade.

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