O futebol são 11 contra 11 e no fim ganha a Espanha (Crónica)

'La Roja' vence Itália por 4-0 na final do Euro 2012 e ganha a terceira fase final seguida!

Disse um dia Gary Lineker, um dos melhores pontas de lança ingleses de sempre: "O futebol são 11 contra 11 e no fim ganha a Alemanha". Hoje em dia, podemos trocar Alemanha por Espanha, a primeira seleção do mundo a ganhar três fases finais de grandes competições de seguida - Euro 2008, Mundial 2010 e Euro 2012. Ultrapassando, exatamente, à Alemanha, que venceu o Europeu de 72 e o Mundial de 74 e a França (Mundial 98 e Euro 2000).

A Espanha chegou ao seu terceiro Campeonato da Europa, igualando a Alemanha no número de títulos.

A vitória espanhola por 4-0 sobre a Itália foi indiscutível (que "banho de bola") e não restam dúvidas que 'la roja' continua a ser a melhor seleção europeia. Por isso, não é demais realçar a grande réplica que Portugal lhe ofereceu nas meias finais, num jogo em que também poderia perfeitamente ter ganho.

Espanha termina o Euro 2012 com um saldo de 12-1 em golos e a nossa seleção foi a única à qual não marcou.

Uma palavra também para a exibição exemplar do árbitro português Pedro Proença.

Defender mal e golo - A Itália começou por aplicar a mesma receita de Portugal, no jogo das meias finais: muita pressão sobre os jogadores espanhóis, mas ao contrário do que sucedeu com a nossa equipa, defendia mal, permitindo boas possibilidades ao rival para visar a baliza nos primeiros minutos.

Xavi fez dois remates nos primeiros 10 minutos, o segundo dos quais muito perigoso. A Espanha fazia o que queria e os seus adeptos até gritavam "olés", numa atitude um pouco extemporânea...

Adivinhava-se o golo espanhol, que surgiu aos 14, com David Silva a marcar de cabeça, depois de excelente iniciativa de Fabregas pelo flanco direito.

Fantástica Espanha - O domínio de 'la roja' era total, com um futebol esplendoroso, o melhor que se viu à formação de Vicente Del Bosque no torneio.

A primeira vez que a Itália deu um arzinho da sua graça foi através de um remate de Cassano, aos 29 minutos. Sem grande perigo, diga-se. Mas terá servido de estímulo à 'squadra azzurra' e logo a seguir, o avançado do Milan obrigou Casillas a boa defesa.

 

Foi na melhor fase italiana que a Espanha voltou a marcar e pelo improvável Jordi Alba. O lateral esquerdo, possivelmente a grande revelação do Euro 2012, desmarcou-se muito bem e apareceu isolado diante de Buffon, não perdoando. Estavam decorridos 41 minutos.

 Duas oportunidades e lesão fatal - No recomeço, Di Natale rendeu Cassano e logo aos 43 segundos esteve perto do golo, através de boa finalização de cabeça. O ponta de lança da Udinese parecia ser o finalizador que faltava a Itália e logo a seguir, rematou para grande defesa de Casillas. Ainda havia jogo!

No entanto, tudo ficou mais complicado para a equipa de Cesare Prandelli quando Thiago Motta teve de abandonar o campo, por lesão, aos 63 minutos. Já tinham sido feitas as três substituições, por isso a Itália teve de jogar com apenas 10 jogadores até ao final.

Com um homem a mais e 2-0 no marcador, a Espanha começou a jogar "à rabia", mantendo a posse de bola sem dificuldades, como bem sabe fazer. Um estilo de jogo que não é do agrado de muitas pessoas, mas a questão que se coloca é a seguinte: como pode ser criticada uma equipa que faz o que mais nenhuma consegue fazer (com exceção do Barça...) e com resultados tão bons?

Humilhação - Até ao final, ainda houve tempo para Espanha aumentar para 3-0, através de Fernando Torres, que entretanto tinha entrado. O avançado entra para a história, ao marcar em duas finais de fases finais. Foi igualado o resultado mais desnivelado numa final de um Campeonato da Europa (Alemanha-Bélgica no Euro 72) mas os espanhóis quiseram estabelecer um novo recorde e Mata fez o 4-0 aos 89'.

Mata, possivelmente o melhor jogador do campeão europeu Chelsea, que ainda não tinha alinhado nesta fase final, o que dá uma ideia da qualidade dos 23 convocados por Del Bosque. Llorente, por exemplo, nem chegou a jogar...

Quanto à Itália, depois de uma grande caminhada até à final, acabou por falhar no jogo decisivo. Pirlo, o melhor jogador da equipa na prova, esteve abaixo do normal. Já a Espanha, apareceu em todo o seu esplendor quando mais foi preciso...

Notícias: Internacional