O Mario italiano enviou os alemães para casa (crónica)

O outro Mario goleador, o Gómez, quase nem apareceu. A Itália foi superior, derrotou a Alemanha por

A Itália está, 12 anos depois, de regresso à final de um Campeonato da Europa. Derrotou a Alemanha por 2-1 esta noite, na segunda meia final da prova. Mario Balotelli marcou os dois golos.

Num duelo que nos instantes iniciais parecia encaminhar-se para um jogo "fechado", sem muitas oportunidades, foi na marcação de um canto que a Alemanha esteve perto de inaugurar o marcador, logo aos cinco minutos, mas o desvio de Khedira foi travado por Pirlo quase em cima da linha de golo.

Havia uma Alemanha superior no primeiro quarto de hora. Barzagli quase marcava na própria baliza após defesa de Buffon e um remate forte de Kroos levou Buffon a fazer uma defesa complicada, enquanto era raro ver a Itália no meio campo contrário.

Apareceu Balotelli, a dobrar - Depois dos primeiros 15 minutos, o panorama mudou. Dois remates de longe - de Montolivo e Cassano - foram apenas o presságio do que iria acontecer ao minuto 19': bela jogada de Cassano do lado esquerdo, cruzamento para a cabeça de Balotelli e este não desperdiçou. A eficácia manda, 1-0 para a Itália.

Esperava-se uma resposta alemã à altura, na primeira vez que este conjunto estava a perder no Europeu. Mas não houve. Faltavam rapidez, "magia" e faltavam sobretudo espaços que os italianos (como é habitual) não davam. Özil e Kroos remataram de longe, mas sem assustar. Só um remate forte de Khedira foi realmente perigoso, com Buffon a protagonizar uma grande defesa.

Segundos depois, golo... da Itália. Após um pontapé de canto alemão, os germânicos não pareciam muito preocupados em recuar rapidamente para defender; erraram e Montolivo aproveitou para isolar Balotelli com um grande passe. A defesa alemã falhou, o avançado italiano apareceu sozinho e enviou de imediato um "tiro" que Neuer nem com os olhos defendeu. A eficácia manda, 2-0 para a Itália, que foi superior na primeira parte, com uma postura em campo mais sincronizada, calculada e ainda melhor concretizada.

Parecia haver reação - Dupla alteração na Alemanha ao intervalo, com Reus e Klose em campo, onde já não estavam Podolski e Gómez. E Joachim Löw terá feito um discurso "à Artur Jorge" ao intervalo, já que os seus jogadores apareceram com outra atitude e vontade.

Lahm, à vontade, podia ter marcado, mas enviou a bola por cima; depois Özil construiu uma jogada para Khedira, que se viu envolvido no meio de vários defesas italianos e não conseguiu finalizar.

A Itália continuava a "passear" a bola, quase sempre com inteligência e qualidade, num estilo que a Alemanha não conseguia contrariar. Um livre de Reus à entrada da área ainda ameaçou o golo, mas Buffon respondeu com a defesa da noite - e a bola ainda embateu na barra. Poderia ter sido aí a mudança no encontro.

Não foi. A Alemanha tentava atacar, muitas vezes ou através de "slaloms", nomeadamente de Özil (mais uma vez um dos piores em campo), ou com diversos cruzamentos para a área, e sem resultados práticos, pois a referência Gómez já não estava em campo.

Contra-ataques ineficazes e penálti - Na reta final da partida, e já com uma Alemanha desesperada e sem grande noção do que deveria fazer, as melhores oportunidades foram para a Itália: Marchisio, por duas vezes, Diamanti e Di Natale poderiam ter fechado as contas em contra-ataques, mas todos falharam na hora de marcar.

Entre muitas bolas enviadas para a área de Buffon, a Alemanha acabaria por marcar, de grande penalidade. Barzagli e Balzaretti tocaram a bola com o braço, o árbitro assinalou uma dessas infrações e Özil fez o 2-1. Mas o relógio já marcava 91 minutos.

Uma Itália que tinha chegado aqui apenas com uma vitória e três empates fez a melhor exibição no torneio. Resta saber se vai conseguir o mesmo contra a Espanha, no domingo. Certo é que o troféu vai ser entregue, mais uma vez, a um jogador latino.

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