Transferências milionárias estão a matar o futebol europeu


Transferências milionárias estão a matar o futebol europeu
As grandes Ligas do futebol europeu estão em risco de falência. É o que conclui um estudo que analisou os
campeonatos espanhol, alemão, francês, inglês e italiano, considerando que as transferências milionárias
estão a "matar" a viabilidade do negócio.




O recente empréstimo de 155 milhões de euros contraído pelo Barcelona para enfrentar os «problemas de tesouraria
corrente
» vem ao encontro das conclusões da empresa de consultadoria AT Kearney. O estudo realizado por esta entidade, e
que analisou as Ligas inglesa, espanhola, italiana, alemã e francesa, determina que os principais campeonatos europeus estariam
falidos em menos de dois anos, se fossem encarados como empresas.

Foram analisados dados relativos às vendas, aos activos e ao retorno dos investimentos feitos e as conclusões revelam
um balanço claramente negativo, fruto sobretudo das transferências milionárias. O relatório da AT Kearney aponta que a Lei Bosman
veio agravar a realidade, dando aos jogadores mais liberdade de acção e mais poder para negociaram os seus contratos.

Só na temporada 2009/2010 os clubes das cinco Ligas analisadas atingiram resultados negativos da ordem dos 566 milhões de euros
em transferências de jogadores. A Liga espanhola foi a que menos rentabilidade gerou neste capítulo, com 257 milhões de prejuízo,
seguida da Liga alemã com 118 milhões negativos. A Liga inglesa registou um saldo de menos 91 milhões, a Liga francesa de
menos 62 milhões e a Liga italiana de menos 38 milhões.

Perante estes números a AT Kearney conclui que será necessária uma «reforma radical» no futebol europeu, nomeadamente através da introdução
de mecanismos de controle dos salários dos jogadores. Segundo a consultora, é preciso que os campeonatos actuem em bloco e não como
Ligas individuais para implantarem medidas que possam reduzir o risco de que a crise "apanhe" o futebol como fez à Banca.

A Bundesliga é a que revela maior capacidade de rentabilidade, de acordo com o estudo que considera que os
investimentos feitos para o Mundial 2006 foram bem aproveitados pelos clubes e que a aposta dos germânicos nas Academias e na formação
de jovens
lhes permite poupar nas transferências e nos salários.


Foto: sxc


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