Apoel 2-1 FC Porto: Nem com todos os santos a ajudar!

Resultado negativo e má exibição da equipa portista que nem com um penalti abençoado se salvou. Milh

O FC Porto foi a Nicósia perder por 2-1 em jogo do Grupo G da Liga dos Campeões. Um resultado que deixa a equipa portuguesa entregue à dura matemática, arriscando-se a perder os milhões da Champions, o que será uma péssima notícia em tempos de crise.

E se no Dragão ninguém quer falar de crise, o seu fantasma vai pairando em surdina. Foi porventura sob esse peso que o onze do FC Porto entrou muito tenso no jogo, com pouca precisão no passe e muito nervo à flor da bola. Já o Apoel apresentava-se igual a si mesmo, bem fechado no seu meio-campo e apostando em contra-ataques rápidos. Uma fórmula que resultou no Dragão e que a equipa de Vítor Pereira não conseguiu contrariar em Nicósia. Depois do empate a um golo em casa, os da Invicta não aprenderam a lição.


O treinador portista optou por manter Eliaquim Mangala no onze titular, deixando Otamendi no banco de suplentes, e quereria o destino que o jovem francês estivesse no lance do golo que inaugurou o marcador para os cipriotas. Porventura com alguma ingenuidade, o defesa esteve no lance que motivou a marcação da grande penalidade que Ailton converteria em golo aos 41 minutos de jogo. Dirão alguns que foi uma decisão forçada do árbitro.

Certo é que a equipa portuguesa não conseguiu apresentar argumentos para contrariar um Apoel que não perde em casa para as competições europeias há oito jogos. Os cipriotas eram os outsiders do Grupo e agora são lideres com um pé nos oitavos-de-final. Pelo contrário o FC Porto arrisca-se a perder os milhões da Liga Milionária e nem sequer a Liga Europa está segura.

A equipa portista soma 4 pontos no terceiro lugar do Grupo G, mais dois do que o Shakhtar Donetsk que hoje perdeu com o Zenit. Na próxima jornada os dragões vão à Ucrânia e já terão a Liga Europa na mira, embora ainda mantenham esperanças de continuidade na Champions League.


Vítor Pereira coloca-se de novo a jeito para merecer reparos nas opções que fez. O treinador escolheu Varela para o onze titular em vez de James Rodríguez, mas foi só quando o colombiano entrou em campo, aos 59 minutos, que a equipa portista abriu a pestana. Mal entrou em jogo o jovem avançado protagonizava um bom lance pela esquerda e uma jogada de perigo. Foi ele quem arrancou a falta que deu origem ao penalti que Hulk converteu em golo a três minutos dos 90. Mais uma penalidade que alguns dirão forçada, mas na noite de Nicósia o FC Porto nem com todos os santos chegaria ao desejado sucesso.

Em cima dos 90, Manduca atirava para as costas dos dragões o balde de água fria final, rematando para o fundo das redes de Hélton num lance em que a defesa da Invicta ficou à espera de ver assinalado o fora-de-jogo.

Foram quase uma dezena de foras-de-jogo arrancados aos cipriotas, o que indicia bem a toada imposta pelo Apoel. A formação lusa volta a deixar-se picar pelo veneno da equipa de Nicósia que se encaminha para fazer história na Champions League, onde nunca um clube do Chipre conseguiu até agora apurar-se para os oitavos-de-final.

A par dos sustos provocados por Ailton ao longo do encontro, e da falta de influência do meio-campo portista, bem ilustrada no equilíbrio na posse de bola, fica a impressão de que Vítor Pereira se deixou levar pela teia cipriota, não fazendo a melhor leitura do encontro. A troca de Fernando por Guarín aos 59 minutos pareceu absolutamente inconsequente e a entrada de James, na mesma altura, peca por tardia.

Na hora de imputar culpas o treinador, é sabido, é sempre o elo mais fraco, mas no amargo da noite fica o estranho gosto da pobre atitude de uma equipa rica em triunfos. O que se passa afinal no reino do Dragão?


No fim das contas o FC Porto não se pode queixar do resultado, depois de uma exibição que fica muito aquém dos pergaminhos de um clube que recentemente ergueu as Taças da Liga Europa e da Liga dos Campeões.

Para a história fica ainda o dado de que nunca uma equipa cipriota tinha ganho a uma equipa portuguesa.

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