Benfica/Wolfsburgo: afinal, os "fraquinhos"...

...não são realmente frágeis. Os poderosos Bayern e Real terão de suar na próxima semana.

"Frágeis". Os mais "apetecíveis". As equipas mais "fáceis". Ou, num extremo, os dois "fraquinhos".

Estas expressões foram utilizadas em muitos órgãos de comunicação social ou ditas por responsáveis de clubes, quando viram Benfica e Wolfsburgo no sorteio dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. E, no geral, as imprensas alemã e espanhola ficaram aliviadas e motivadas quando souberam que seriam esses os adversários, respetivamente, de Bayern Munique e de Real Madrid. Afinal...

Primeiro foram os alemães a acalmar o entusiasmo. Ontem, quarta-feira, no dia seguinte à vitória curta (1-0) e ao jogo complicado do Bayern frente ao Benfica, o rescaldo entre os alemães - e também entre os espanhóis, que continuam a seguir o percurso de Guardiola - apontou quase sempre para um sentido: Pep Guardiola tinha razão, o Benfica não é a "pera doce" que se pensava. Não houve "massacre", não houve goleada, nem sequer houve domínio claro do Bayern em termos de jogadas ofensivas e de oportunidades de golo. Neuer e Martínez até evitaram um bis de Jonas. Tudo é possível na Luz.


Na noite passada chegou a vez de um suposto "passeio" do Real Madrid, igualmente na Alemanha. Mas o Wolfsburgo também sabe o que faz, quando entra em campo. Foi claramente a equipa que preparou melhor o jogo e que montou um sistema que, além de dificultar as iniciativas ofensivas do adversário, permitiu a criação de vários (mesmo muitos) ataques rápidos e perigosos. Dois deles originaram golos (2-0). Foi o melhor conjunto em campo, sem dúvidas. Nova exibição burguesa e lenta do Real não chegou, nem para marcar um golo fora. Muito trabalho para Zidane, no duelo em casa.

Ou seja: se na próxima semana o Benfica protagonizar uma grande noite europeia e o Wolfsburgo fechar bem a sua baliza, vamos ter os "fraquinhos" Benfica e Wolfsburgo entre as quatro melhores equipas da Europa. E os poderosos Bayern Munique e Real Madrid limitados às respetivas competições nacionais.

Hoje somos nós a dar razão a Guardiola: "Favoritismo remete para o passado, para o histórico, para nomes. Isso nada interessa para um jogo de futebol. O que conta é o desempenho da equipa", disse o treinador do Bayern na véspera da receção ao Benfica.

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