CSKA vs FC Porto: e Guarín gelou a Rússia (crónica)

FC Porto impõe a primeira derrota ao CSKA na Liga Europa e sai da Rússia com um golo marcado e sem n

Jogo equilibrado no frio de Moscovo, do qual o FC Porto sai com hipóteses de seguir o sonho de estar em Dublin. A primeira mão dos oitavos-de-final da Liga Europa mostrou duas equipas com mentalidade ofensiva e vontade de ganhar, vontade essa que ia esbarrando no talento dos dois guardiães.

No sintético do Luzhniki, André Villas-Boas optou pela irreverência de James e pela força de Guarín, deixando Belluschi e Varela no banco. O fluxo de jogo ofensivo do CSKA era muito, pelo que a tarefa de levar a bola para o ataque azul-e-branco pertencia quase em exclusivo a Hulk – João Moutinho, muito apagado, não ajudou neste domínio.

Como atacar significa deixar espaço atrás, o FC Porto tinha muito terreno para explorar, mas na primeira parte foi o CSKA quem esteve mais perto de inaugurar o marcador.

Os moscovitas, liderados por um endiabrado Doumbia e por Vagner Love, criaram oportunidades umas atrás das outras no primeiro tempo, principalmente quando resolviam fazer gato-sapato de Sapunaru no corredor esquerdo. Doumbia – especialmente este –, de um lado, e Vagner Love, do outro, davam muito trabalho à dupla de centrais, mais falível que Helton.

O guardião portista brilhou a grande altura e segurou o nulo com defesas decisivas, uma logo no primeiro minuto, e ainda aos 13’, 15’ e 23’. Akinfeev, por seu turno, defendeu remates de Falcao e Guarín, aos 5’ e aos 44’.

 

Sapunaru atina, o jogo acalma

A segunda parte foi o oposto da primeira. O FC Porto conseguiu estancar as manobras ofensivas do CSKA, que só a espaços conseguia incomodar Helton. Sapunaru, finalmente, acertou nas marcações e na missão de travar Doumbia e companhia. A armada atacante de Leonid Slutsky deixou de criar perigo.

Era altura de o FC Porto atacar de forma mais incisiva, tentando um golo fora que abria outros horizontes para os dragões. André Villas-Boas percebeu e lançou Varela para o lugar de um apagado James. Em boa hora o fez.

As figuras

Guarín ameaça e concretiza

Depois de uma primeira parte de grandes confusões, principalmente na área portista, onde Otamendi, Fernando e Rolando pareciam atrapalhar-se de cada vez que a bola ali chegava, a segunda foi de grande estabilidade para os dragões.  As oportunidades escasseavam para os dois lados. Era hora de ser eficaz.

Aos 69’, Varela arrancou da esquerda e serviu Guarín, que já tinha ameaçado o golo no início do segundo tempo. Desta vez, deu um toque para o lado e rematou em jeito, uma raridade para o colombiano, que faz da força uma das principais armas. Akinfeev nada podia fazer e o FC Porto marcava um golo que pode valer por dois.

A reacção do CSKA não existiu. A falta de ritmo, natural numa equipa em início de época, foi notória, e a equipa passou o resto do tempo a ver o FC Porto tentar construir um resultado que lhe garantisse, praticamente, a passagem aos quartos-de-final. Souza, que entrara para o lugar do lesionado Guarín, e Sapunaru, andaram lá perto, já nos últimos minutos do tempo regulamentar.

Não conseguiram, mas mesmo assim o FC Porto fica numa posição privilegiada para seguir em frente e continua um trajecto apenas manchado pela derrota caseira frente ao Sevilha, depois de uma primeira parte muito sofrida, mas de uma etapa regulamentar em que foi muito superior.

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