Falcão e Rúben Micael ou a verdade da mentira

Acreditam mesmo que estas duas vendas foram realizadas nos moldes como foram apresentados?

Este artigo não tem por objetivo pôr em causa a qualidade do negócio realizado pelos dragões, mas perguntar-lhes, isto depois de terem contestado alguns dos últimos negócios encarnados, se acreditam mesmo que estas duas vendas foram realizadas nos moldes como foram apresentados.

Pelo meu lado penso que as duas vendas não podem ser dissociadas uma da outra e que se não há dúvidas que o "pack" foi vendido por 45 milhões, já sobre cada parcela individual surgem-me algumas reticências.

Tenho dificuldades em perceber como um jogador como o Micael, não sendo nem de perto nem de longe, um jogador de excelência, tenha sido vendido a preço de custo. Isto depois de se ter transferido do Nacional para o Porto, de se ter estreado pela Seleção (com dois golos) e de ter ganho tudo na época transata, tendo um papel de algum relevo na sua equipa. E não valoriza nada com todos estes fatores? Não acredito!

Acredito sim que o Porto, detendo apenas 60% do passe, não quisesse dar uma maior fatia do bolo ao Nacional, acordando assim com o Atlético a divulgação destes montantes. Para os madrilenos nada muda, pois terão sempre de pagar o mesmo. Aliás, não teria muita lógica comprarem o Falcão por 40 milhões e incluírem mais 7 por objetivos, suplantando assim a cláusula de rescisão.

E sendo assim, o Falcão foi vendido bem abaixo da cláusula, isto apesar das constantes manifestações de Pinto da Costa que só saíam jogadores do Porto batendo a rescisão. Tendo em conta as críticas que foram feitas a Luís Filipe Viera por declarações semelhantes, que dizem agora os adeptos portistas?

Como é óbvio, se foi deste forma que as coisas se passaram, isto não constitui por si uma ilegalidade, mas apenas uma falta de ética moral (nada de muito estranho, diga-se) em relação a um clube que sempre foi muito amigo do FCP. Basta lembrar deste negócio Micael ou dos negócios Adriano e Assunção.

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