Afinal havia outro Mourinho, o Mestre André!

Para quem ainda tivesse dúvidas sobre as qualidades intrínsecas de liderança e de rigor técnico-táctico de André Villas-Boas, este último clássico entre o FC Porto e o Benfica, no Dragão, ficará para sempre marcado na história do futebol português. E não é só pela diferença abismal do resultado (5-0) mas, fundamentalmente, como uma espécie de um Hino ao futebol moderno e dinâmico, tendo em conta a forma como os "dragões" dominaram em toda a linha o seu adversário, mesmo dando de barato que Jorge Jesus (o mesmo Jesus do ano passado!) possa ter cometido um erro crasso na forma e na estrutura táctica da sua equipa pelas alterações que procedeu no seu onze base, demonstrando, ao contrário do que tinha dito anteriormente, que iria jogar no Dragão sem medo e para ganhar.

O meio campo de luxo, onde João Moutinho é uma pedra basilar e o renascido Belluchi finalmente impõe o seu futebol dinâmico e genial, onde o tridente atacante liderado por Hulk se notabiliza e arrasa qualquer defesa, para além duma defesa sólida e altamente confiante, faz desta equipa excelentemente dirigida nas quatro linhas pelo tal desconhecido Mestre André e, em termos administrativos e desportivos, pelo melhor dirigente desportivo de todos os tempos – Jorge Nuno Pinto da Costa, correndo mesmo o risco que esta minha afirmação crie, nesta altura, alguma raiva de clubite doentio, de incapacidade de reacção perante o poder e a classe do seu rival do norte, ou mesmo da continuação e consumação de um modelo desportivo que continua a dar excelentes resultados, que colide na razão inversa do actual reino benfiquista.

Depois de toda esta lição de bem jogar futebol, onde ainda ficou por marcar uma grande penalidade que a maior parte da comunicação social mais uma vez olvidou fazendo vista grossa, só espero agora que os arautos da desgraça e do anti-portismo, definitivamente consagrem o FC Porto como o melhor clube português da actualidade, doa a quem doer.

Para terminar, queria deixar aqui um grande abraço a todos os verdadeiros portistas, a todos aqueles que, como eu, continuam incondicionalmente a acreditar desde a primeira hora no seu eterno presidente!

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