FC Porto: porquê insistir no 4-3-3?

Pessoalmente parece-me um erro funesto! O plantel, aliás tal como no ano passado, não parece nada talhado para o 4-3-3, pois faltam extremos que possam alargar o jogo de ataque e eles são fundamentais nesse sistema. Por outro lado, os médios também não se encaixam no sistema pois faz falta alguém que, como Lucho Gonzalez, consiga organizar o futebol da equipa dando-lhe imprevisibilidade que os médios actuais do clube não conseguem fazer.Na verdade, o plantel está traçado para jogar em 4-4-2 e fico apreensivo que Villas Boas teime num 4-3-3 tão repetitivo e pouco eficaz. Em vez de tentar fazer de Hulk ou Varela extremos, porque não aproveitá-los como avançados que jogam a partir das alas para entrarem em diagonal? Em vez de obrigar Rodriguez ou Ukra a serem extremos, porque não deixá-los jogar naturalmente como médios-ala, partindo mais de trás para organizar e alargar o jogo de ataque?O FC Porto ganhou três finais europeias a jogar em 4-4-2! Em todas elas a equipa soube fazer o que era necessário para ganhar! Porquê vir dizer que o 4-3-3 é que é natural? Já no ano passado, com um plantel de carcaterísticas muito semelhantes, Jesualdo Ferreira insitiu até ao disparate num modelo táctico que não se adequava aos jogadores. Só depois de perder grande parte dos avançados, e todos os que podiam fazer de extremos, é que teve de jogar em 4-4-2 por, de todo em todo, não o poder fazer no seu sistema favorito. Para grande surpresa sua, o Porto passou a jogar melhor! Será que é preciso a mesma coisa este ano?dragao13

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