Pinto da Costa: "Compensa agredir barbaramente um adversário"

Presidente do FC Porto critica castigo de um jogo a Shaffer, fala dos insultos no túnel do Dragão e

Pinto da Costa considera que a Liga de Clubes está a "fomentar a violência no futebol". Palavras que surgem no Porto Canal depois do castigo de um jogo aplicado a Shaffer, da União de Leiria, na sequência da sua expulsão no jogo com o FC Porto.

Também a suspensão de Antero Henriques, diretor geral do FC Porto, por um incidente com o diretor desportivo da U. Leiria, no fim do jogo entre os dois clubes, merece reparos ao presidente do FC Porto.


Pinto da Costa constata que é "interessante que tudo foi motivado porque o delegado do Leiria estava a protestar junto do árbitro pela expulsão de um jogador corretíssima, uma agressão sem bola por trás, com os pitons marcados na perna do jogador". Apontando que Shaffer apanhou apenas um jogo de suspensão pelo lance com João Moutinho, o presidente do FC Porto conclui que "compensa mais agredir sem bola barbaramente um adversário do que às vezes uma falta que dá um cartão amarelo".

"Um jogador que meta duas vezes a mão à bola durante um jogo é expulso com dois amarelos e leva um jogo de castigo, um jogador que, sem bola, marca os pitons nas pernas de um adversário e que passa impunemente com um jogo de castigo é incompreensível, lamentável e um incitamento à violência", constata ainda.

Sobre o incidente no túnel do Dragão, Pinto da Costa considera que "nada de anormal" se passou, "sobretudo comparado com aquilo que acontece sistematicamente nalguns túneis", repara. O dirigente diz que houve uma "altercação de voz sem sequer ter havido insultos", notando que existe "uma grande diferença de critérios" na avaliação do caso, relativamente a outros ocorridos noutros estádios.

O presidente do FC Porto acusa ainda que o incidente ocorreu "por influência de um tal de chefe Ângelo" e refere que o caso começou porque o "delegado da Liga teria provocado com gestos o Rui Cerqueira", diretor de comunicação dos dragões.

Confrontado com a ideia de se pretender desestabilizar o FC Porto nas vésperas do clássico com o Benfica, Pinto da Costa limita-se a apontar que não julga "as intenções das pessoas".

 

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