O "poeta" Villas-Boas agradeceu o Dragão de Ouro

Foi com um discurso longo e poético que o técnico falou sobre o galardão de Treinador do Ano, na gal

André Villas-Boas protagonizou o momento da noite, na gala dos Dragões de Ouro que ainda decorre. Foi com um discurso longo e poético que o técnico falou sobre o galardão de Treinador do Ano, na gala realizada no Coliseu do Porto.

"É sempre um regresso a casa e é sempre especial estar aqui. É uma honra receber este prémio em frente a tanta gente que conheço e é a primeira vez que estou nervoso publicamente", começou por dizer o agora treinador do Chelsea.

Depois veio o texto elaborado, escrito nas folhas que trazia na mão: "Os verdadeiros paraísos são os paraísos que perdemos. Aqui vivem-se eternas memórias da paixão a um clube. O portista vive, é eterno, sofre, luta, exige, acumula e ganha. O portista é educado, aprende, é formado e torna-se melhor".

"Pensei como chegámos ao sucesso na época passada e cheguei à conclusão que o portismo esteve sempre presente. Sentimento de emoção, revolta, desejo, ambição, união e empatia", continuou o técnico.

Quando surgia uma derrota: "Ninguém recuava, sonhávamos, acreditávamos sempre mais e seguíamos sempre convictos", referindo-se depois ao título conquistado no Estádio da Luz: "Na catedral triunfámos. Encontrámos sempre o caminho certo".

"Para uns conquistámos muito, para outros conquistámos pouco; para nós foi o suficiente e o esperado, porque queremos sempre mais e por isso ganhámos mais vezes e por isso somos recordistas", analisou.

"Temos uma emoção transmitida pelo gesto, pelo olhar. O FC Porto é um baluarte unido rumo à vitória, exemplarmente liderado, com uma estrutura que é essencial. Há um esforço comum, todos dependem de todos".

Por fim, Villas-Boas partilhou o prémio: "Receber um prémio individual num desporto coletivo é sempre algo injusto e ingrato, por isso partilho convosco".

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