Porto acusa Benfica de lesionar Anderson premeditadamente


Porto acusa Benfica de lesionar Anderson premeditadamente
O médio Anderson foi operado no domingo à noite no Hospital da Trindade após lesão sofrida no decurso do clássico de sábado que opôs Porto e Benfica no Dragão (3-2). Regressado à competição nesse encontro, após mazela física leve, o jovem brasileiro enfrenta agora uma paragem de cerca de três meses e está na base de nova "guerra" entre dragões e águias. A SAD azul e branca acusa os encarnados de terem premeditadamente magoado o "artista" canarinho. Num comunicado divulgado no sítio oficial do Porto na Internet refere-se que Anderson «foi vítima da violência de uma equipa que não é propriamente bem comportada», citando ainda a lesão de Lisandro Lopez no clássico da época passada para falar em «manobras planeadas».

Direito de enveredar pela violência se não houver sanção

O comunicado portista nota que «mesmo com um jogo em atraso», o Benfica «já somou 25 cartões amarelos e cinco vermelhos e tem o segundo pior registo do campeonato 2006/07». A par disso, o Porto atesta que «Anderson é um valor que o jogo deve proteger», considerando que a lesão que o atleta sofreu no jogo de sábado é «um atentado ao futebol espectáculo, uma coincidência lamentável que roubou ao desafio um dos seus maiores pólos de interesse». Os responsáveis do Dragão notam que «na temporada passada, no mesmo local do terreno, no meio-campo, junto aos bancos de suplentes, o jogador que mais podia desequilibrar foi intencionalmente atingido com violência por um grego, confirmando a teoria de quem vê estes casos como manobras planeadas». O clube refere-se à lesão de Lisandro Lopez no jogo do campeonato transacto, realçando ainda que «o árbitro era o mesmo e a opção de não sancionar o lance e o agressor, da mesma nacionalidade e adquirido na respectiva época, foi decalcada».
Posto isto, o Porto alega que estas situações «devem ser definitivamente banidas do futebol», mas se continuarem a repetir-se sem aquilo que os dragões definem como «a resposta célere e adequada dos órgãos competentes», a equipa azul e branca considera que terá o direito de enveredar pelo caminho da violência nos próximos desafios, frisando que então ninguém a poderá acusar de «deixar de apostar em artistas que ajudam a encher o campo dos adversários, para passar a apostar em atletas robustos capazes de resistir à violência e dançar ao som da mesma música», vaticina.

Anderson deve entretanto ter altas nas próximas horas, tendo pela frente uma paragem «nunca inferior» a dois ou três meses, conforme destaca o médico do Porto, Nélson Puga, na Rádio Antena 1. O responsável clínico dos dragões afiança que o jogador sofreu uma «fractura no perónio» que resultou de «um traumatismo directo do terço inferior da perna». Nélson Puga esclarece que a lesão se verificou «com a perna fixa no chão», o que «fez o mecanismo rotacional e de torção em inversão contrário ao movimento que é habitual das torções», destaca o clínico.

Foto: Agência Lusa

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