Sporting 2-1 FC Porto: duas "mãozinhas" ajudaram os da casa

Três decisões duvidosas permitiram a reviravolta da equipa de Alvalade.

O Sporting é o vencedor do primeiro "clássico" do futebol português desta época. Em Alvalade, neste domingo, a equipa de Alvalade jogou em casa e ganhou diante do FC Porto por 2-1. Um resultado que se definiu na fase inicial do jogo e que foi construído com base em decisões duvidosas do árbitro, a favor do Sporting.

FC Porto a mandar - Os portistas começaram com mais discernimento e mais voltados para o ataque. André Silva, Otávio e Corona quiseram marcar logo no arranque, mas quem marcou foi Felipe, na sequência de um livre lateral, aos oito minutos.

Dúvidas na reviravolta - Depois começaram os protestos do FC Porto. O golo do empate, apontado aos 13', teve origem numa falta (duvidosa) à entrada da área; na sequência do livre a bola bateu no poste, sobrou para Gelson - que dominou com o peito e com o braço; o árbitro nada assinalou e Slimani marcou.

André Silva quase marcou logo a seguir mas, aos 25 minutos, o Sporting completou a reviravolta. Novamente com uma "mãozinha", desta vez de Bryan Ruiz, com o braço. O árbitro, tal como no golo anterior, ou não viu, ou entendeu que o ressalto foi "à queima". Deixou seguir e Gelson fez o 2-1.

Ferro impediu André - Na jogada seguinte André André acertou no poste. O FC Porto não merecia estar a perder mas, do outro lado, Adrien também esteve perto do golo - boa defesa de Casillas, com o pé. Depois de uma meia hora inicial com muita dinâmica, com ritmo acelerado, o último quarto de hora foi mais calmo, estável, sem oportunidades claras de golo.

Cansados - No início da segunda parte, valeu ao Sporting Rúben Semedo, que evitou novo perigo criado por André Silva. As respostas surgiram por William e pelo próprio Semedo. Isto tudo nos primeiros minutos. A partir daí, na meia hora final, houve mais protestos, paragens e cansaço do que bom futebol. O ritmo inicial deixou consequências. Óliver e Joel Campbell estrearam-se mas pouco mudaram nesta fase. Jorge Jesus expulso, o médico também.

Só nos últimos instantes, e com o desgaste bem visível nas duas equipas, a bola voltou a rondar as balizas. Depoitre, Campbell (boa estreia) e William agitaram um pouco as bancadas. O Sporting superiorizou-se neste segundo tempo, no controlo do ritmo e dos espaços; o FC Porto não encaixou os seus passes, faltou criatividade e não chegou aos pontos.

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