V. Setúbal 1-3 FC Porto: campeão entra a meio gás

Exibição sofrível dos dragões no Bonfim, que venceram em partida com polémica.

O FC Porto venceu o Vitória de Setúbal no Bonfim, por 3-1, na 1.ª jornada da Liga 2013/14. O resultado, no entanto, não espelha as dificuldades que os campeões nacionais sentiram para regressar a casa dos três pontos. Os sadinos estiveram sempre muito bem e se o jogo tivesse terminado empatado ninguém se poderia queixar de injustiça.

O jogo começou com polémica. Logo aos 5 minutos, um remate de Jackson Martínez é salvo em cima da linha de golo pelo jovem Rúben Vezo, ficando muitas dúvidas sobre se a bola entrou ou não na baliza.

Nos primeiros momentos do jogo, os dragões estiveram por cima. Mas foi o Vitória a chegar primeiro ao golo, aos 13 minutos. Rafael Martins, bem servido por Cardozo (excelente exibição do avançado paraguaio), rematou para a defesa de Helton, mas não perdoou na recarga.

O FC Porto sentiu o golo e sentiu dificuldades. O futebol da equipa de Paulo Fonseca, que apostou em Licá e Josué para as alas, não saía com a fluidez demonstrada no jogo da Supertaça. Os dois portugueses pouco apareciam, assim como Lucho e Defour. Com o meio-campo engripado, os passes longos passaram a ser a opção preferencial, para satisfação dos defesas sadinos, sempre atentos.

Cardozo e Sabino quase fizeram o 2-0, aos 33 e 41 minutos. Mas foi o FC Porto a criar a principal ocasião de golo, um minuto antes do intervalo. Jackson fez Kieszek brilhar a grande altura na baliza.

A segunda parte começou praticamente com o lance que mudou o jogo. Dani derrubou Jackson na grande área, aos 48 minutos, e Josué empatou na concretização do penálti. Em seguida, Pavel Kieszek foi expulso por agressão a Josué, quando o jogador do FC Porto foi buscar a bola dentro da baliza. O médio português provocou o lance, é certo, mas a reação do guardião foi despropositada. Os adeptos locais não pensaram assim e até final descarregaram a ira no árbitro e no camarote onde estava Pinto da Costa.

Com dez jogadores, a missão do Vitória de Setúbal complicou-se. O FC Porto, mesmo sem jogar bem, tomou conta do jogo e as ocasiões de golo sucederam-se. Ainda assim, os sadinos não baixaram os braços: Cardozo, aos 59 minutos, poderia ter servido Terroso para o 2-1.

À passagem da hora de jogo, Paulo Fonseca mexeu, e bem, na equipa e matou o jogo. Fez entrar Quintero e o jovem colombiano fez mais em 30 minutos do que a maioria dos seus colegas em 90. Na primeira vez em que tocou na bola, marcou um grande golo, com um remate de pé esquerdo da fora da área, depois de tirar um adversário do caminho com uma finta de corpo.

A polémica, contudo, ainda não tinha terminado. Aos 66 minutos, Rafael Martins correspondeu de cabeça a um pontapé de canto e Otamendi salvou em cima da linha de baliza. A bola passou ou não? Ficou de novo a dúvida.

O 3-1 apareceu numa altura em que já escasseavam as forças por parte dos homens da casa. Jackson concluiu uma boa assistência de Josué.

Paulo Fonseca não terá gostado da exibição, apesar do resultado positivo. Já José Mota, tem razões para estar confiante no futuro da sua equipa.

Equipas:
Vitória de Setúbal – Kieszek; Pedro Queirós, Rúben Vezo, Cohene e Nélson Pedroso; Paulo Tavares (Miguel Pedro, 78’), Tiago Terroso e Dani; Bruno Sabino (Adilson, 52’), Ramón Cardozo e Rafael Martins (Jorginho, 68’).
Suplentes: Adilson Jr, Jorginho, Miguel Pedro, Bruninho, Pedro Tiba, François e Ney Santos.

FC Porto – Helton; Danilo, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Fernando e Defour (Quintero, 60’); Licá (Ricardo, 90’+5’), Lucho (Herrera, 82’) e Josué; Jackson.
Suplentes: Fabiano, Abdoulaye, Herrera, Quintero, Ghilas, Carlos Eduardo e Ricardo.

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