Cobardia sobre Proença impõe combate contra a impunidade

Os árbitros têm um poder inusitado, absolutamente inadequado a uma indústria em que circulam milh

A agressão a Pedro Proença é um acto gratuito de cobardia, a todos os títulos condenável, que a todos deveria fazer reflectir.

A agressão acontece num sítio público, num centro comercial em Lisboa, onde o cidadão Pedro Proença se preparava – dizem as notícias – para jantar.

Quer dizer que o agressor, adepto do Benfica – segundo reportam, igualmente, as notícias – sabia das consequências que o seu acto lhe podia acarretar. O combate à impunidade é uma das tarefas mais prementes que se coloca às sociedades modernas, e não apenas, evidentemente, ao 'mundo do futebol'.

Fez bem o Benfica em condenar o incidente. Agora são as autoridades e os tribunais a terem de cumprir o seu papel. Estas agressões não podem ficar impunes. Aliás, esta agressão é mais um sinal da impunidade que grassa no País, a todos os níveis. Entre outras ameaças, todas no sentido do menos respeito dos seres humanos perante os seus semelhantes.

Uma Federação e uma Liga podem achar de somenos importância adiar a implementação das medidas que visam punir o arremesso de objectos para o(s) relvado(s). Entre a capacidade de alterar os regulamentos (endurecendo as penas) e a sua aplicação, um halo de preocupante ineficácia.

Se a polícia e os tribunais forem condescendentes perante diversas formas de violência, a sociedade corre o risco de se transformar numa 'selva urbana'. É preciso estugar o passo à lei do… ‘vale tudo’. Sem medo.

(Rui Santos escreve de acordo com a grafia do português pré-acordo ortográfico)