Sérgio Oliveira vs Nelson Oliveira

Será Sérgio Oliveira mais um talento que se perderá no tempo? E porque não aproveita o Benfica um ta

O futebol continua a ser um desporto imprevisível e controverso, e será também por isso que continua a ser uma modalidade tão idolatrada por tanta gente, independentemente da sua cor partidária ou amor clubista. Os dois jogadores referenciados no título que contempla o meu artigo, são sem qualquer sombra de dúvida, dois dos maiores talentos que os nossos clubes têm formado nas suas escolas de formação, todavia, a julgar pelo atual desenvolvimento das suas capacidades futebolísticas, haverá neste momento algumas diferenças acentuadas entre os dois talentos.

Assim, enquanto Sérgio Oliveira tem uma cláusula de rescisão com o FCP de 30 milhões de euros, se calhar a roçar o exagero, resultado das suas excelentes exibições na equipa de juniores do seu clube, já Nelson Oliveira, que julgo não ter qualquer cláusula de rescisão com o SLB, tem tido uma evolução sustentada e em alto crescimento, ao contrário do seu colega da seleção de Sub-20.

Neste momento, será pacífico afirmar tendo em conta as suas prestações no Torneio da Colômbia, que do ponto de vista de qualidade futebolística patenteada pelos dois intervenientes, haverá uma espécie de inversão de qualidade, confirmando que nestas coisas do futebol nem tudo o que parece realmente é, daí o tal conceito de imprevisualidade e de risco associado a estes negócios da bola.

Para terminar, o que se questiona será talvez o que se passará com o Sérgio que tanto prometia há bem pouco tempo, e a continuar assim, porventura estaremos na presença de mais um talento que se perderá no tempo.

Quanto ao Nelson, a continuar a sua progressão no atual panorama, decerto estaremos na presença de mais um craque do futebol português, e com a ajustada inversão da tal claúsula de rescisão dum para o outro. O que também espantará um pouco, é a posição do SLB ao não aproveitar um talento deste kilate, optando por outros jogadores com menor qualidade e de valor financeiro exagerado, quando, ao contrário do que era habitual naquele clube, sempre privilegiou o mercado português, chegando ao ponto de na sua equipa que alinhou para a última eliminatória da Liga dos Campeões não ter nenhum representante das cores portuguesas.

Saudações desportivas.