Marco Silva: "O apoio dos adeptos é que me faz trabalhar mais"

Treinador do Sporting não falou sobre a direção: "Há coisas que não é a mim que têm de perguntar".

O Sporting apresentou-se frente ao Vitória de Guimarães, na estreia na Taça da Liga, com jogadores que costumam defender a equipa B e com outros pouco utilizados na formação principal. Uma equipa "bastante diferente, como o clube tinha definido", mas o Sporting esteve no Minho "para discutir o jogo", analisou Marco Silva.

O treinador assistiu a um encontro "bastante difícil" em Guimarães: "Tínhamos muitos jogadores com pouco ritmo de jogo e, mesmo os que jogam muito na equipa B, o ritmo é diferente a este nível. O Vitória esteve claramente por cima em alguns momentos do jogo mas quase sem oportunidades na primeira parte".

"Na segunda parte o Sporting foi um pouco abaixo a nível físico, como já esperávamos, mas a equipa nunca se desorganizou, foi coesa", elogiou o técnico em entrevista rápida à TVI, antes de ser questionado, várias vezes, sobre a sua relação com a direção do clube de Alvalade.

Marco Silva rejeitou ter estado mais "sério" nesta segunda-feira e uma alegada relação fria com o presidente Bruno de Carvalho: "Fui um treinador normal, concentrado. Distanciamento... Qual distanciamento? Pela dimensão e pela massa adepta do clube, está na altura de pararmos com essa história de que o treinador está sisudo, não se ri. Há tanta coisa para se ver num jogo de futebol..."

O treinador sublinhou que o fundamental é sentir o apoio dos adeptos. Quanto ao resto, não responde: "Há coisas que não decido. O apoio dos adeptos, esse sim, é muito importante para mim, é o que me faz trabalhar mais e estar mais feliz. Quanto ao resto, há coisas que não é a mim que têm de perguntar. E está na hora de respeitarmos os adeptos do Sporting, que não têm vivido dias fáceis".

"Uma equipa que falha tantos golos"... - Rui Vitória lamentou as falhas constantes na finalização por parte da equipa da casa: "O resultado não corresponde àquilo que se passou. Acaba por ser justo porque uma equipa que falha tantos golos merece ser penalizada".

"Entrámos a perder, a equipa continuou, houve um domínio absoluto na segunda parte, nos cruzamentos, nos cantos, a bola a circular a área do Sporting... Mas uma equipa tem de fazer golos. Não fomos eficazes a atacar, porque passaram tantas bolas à nossa frente e não conseguimos empurrar, e não fomos eficazes a defender, porque o Sporting atacou pouco e marcou dois golos", declarou o treinador do Vitória de Guimarães.

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