Um pontinho para o Sporting graças a São Patrício (Crónica)

Guarda-redes decisivo com três defesas espantosas em Olhão. Mas.. e o resto?

26 de novembro de 2011: O Sporting joga no estádio da Luz em terceiro lugar, a apenas um ponto dos líderes Benfica e FC Porto. 23 de janeiro de 2012 e apenas cinco jornadas depois: os leões empatam em Olhão e ficam em quinto lugar, a 13 pontos do Benfica, 11 do FC Porto, 5 do Sporting de Braga e com os mesmos pontos do Marítimo, quarto colocado. Como explicar esta queda abruta do leão?

As coisas já estavam suficientemente complicadas para o Sporting, mas no aquecimento, mais uma grande contrariedade: Schaars lesionou-se e foi substituído por Carriço, com André Martins, um jogador aparentemente bem mais útil do que o central adaptado ao meio-campo, a ficar no banco. Convém referir que Renato Neto já fazia parte do onze leonino..

Na frente, o técnico dos leões também surpreendeu, sem a presença de um ponta de lança de raíz. Carrillo e Capel ficaram nas alas e...Jeffren no meio. 

O Sporting começou bem, com duas boas iniciativas de Carrillo. O peruano ganharia ainda o primeiro amarelo, depois de grande trabalho sobre Ismaily, que só o travou em falta quando o jovem leão se aproximava da baliza. Aos 12 minutos, Matías Fernández quase inaugurou o marcador, de livre direto. A bola embateu nas malhas laterais.

 

Mas os algarvios responderam bem ao melhor início dos verde e brancos e Cauê quase marcou aos 13', aproveitando incrível apatia leonina na sequência de um livre lateral. No Olhanense, era sempre Cauê a criar perigo: o médio teve nos pés três oportunidades de golo na primeira parte.

O Sporting baixou de rendimento e só apareceu aos 33', quando Capel efetuou bom remate, travado por Fabiano. Carriço e Renato Neto eram dois "travões" no jogo ofensivo da equipa de Domingos Paciência. É estranho ver uma equipa grande iniciar um jogo com dois jogadores com estas caraterísticas a meio-campo...

E Jeffrén também não aparecia, enquanto Carrillo se apagou à medida que o tempo foi passando. Valia Matías aos leões, mas o chileno estava muito desacompanhado.

 

Boa entrada e...São Patrício!

O Sporting voltou a entrar bem no jogo, mas mais uma vez apenas durante cerca de 15 minutos. Polga teve grande oportunidade para marcar, mas ainda não foi dessa que se estreou a marcar no campeonato português. E logo depois, Jeffren teve uma perdida incrível.

Entretanto, a versão "infantil" de Carrillo já estava em campo. O peruano tem muitas qualidades e enorme potencial, mas não está ainda preparado para jogar numa equipa supostamente grande.

Domingos demorou 64 minutos (!!) a desfazer a inenarrável dupla de médios defensivos, colocando finalmente um jogador que sabe o que fazer à bola (André Martins) no lugar de Renato Neto. E Rubio rendeu o desgastado Jeffren. Era para ganhar presença na área, mas não se notou.

Nos últimos 20 minutos, o Olhanense fez o suficiente para vencer. Mas como tantas vezes tem acontecido ao longo das duas últimas épocas, Rui Patrício demonstrou que é neste momento o melhor jogador do Sporting e realizou três defesas simplesmente inacreditáveis. E pensar que ainda há quem critique o guarda-redes titular da seleção nacional...

Nos descontos, Carrillo até poderia ter dado a vitória ao Sporting, mas o seu "pontapé" quase saiu pela linha lateral.

Ah! Uma boa notícia para o Sporting: na próxima jornada há um Marítimo-Sporting de Braga. Mas será que os leões conseguem ganhar em casa ao Beira-Mar?

Notícias: Sporting