Uma ingratidão chamada Kelvin!

Depois daquilo Kelvin merecia uma real oportunidade de mostrar o seu valor.

Não sei se Kelvin fará uma carreira de grande nível, nem tão-pouco se terá o que é preciso para se tornar jogador de futebol. Porém, sei que ele deu a todo o Universo portista um dos momentos de maior felicidade arrebatadora das nossas vidas enquanto adeptos do Porto e, porque não, um dos grandes momentos de explosão eufórica das nossas vidas.

Podem chamar-me romântico do futebol, podem chamar-me outros nomes piores :), mas depois daquele momento o que se passou a seguir foi uma demonstração total de ingratidão do clube perante este jovem jogador. De facto, depois daquilo Kelvin merecia uma REAL oportunidade de mostrar o seu valor, merecia ser uma REAL aposta do clube. Não estou a dizer que se devia dar-lhe a titularidade perpétua ou qualquer coisa do género, mas porque não dar-lhe um conjunto de jogos como titular, ou mesmo um conjunto de jogos seguidos como suplente utilizado em boa parte do jogo? Dar-lhe possibilidades de crescer jogando, como a tantos outros o fizemos, perdoar-lhe alguns erros, ou seja, apostar realmente nele para o fazer evoluir. E depois, então, se ele não conseguisse evoluir, se ele não demonstrasse ter valor para jogar no clube, aí sim, o Porto poderia dispensá-lo com um sentimento de dever moral cumprido.

O que se passou não foi nada disso. Kelvin foi votado ao ostracismo desportivo sem nunca ter sido aposta. Aliás, alguém pode dizer que Kelvin tem ou não talento para jogar no Porto? Terá Kelvin merecido menos ser aposta que Licá ou Josué? Claro que podem sempre dizer que no futebol não existe espaço para a gratidão ou outros sentimentos mais nobres, mas eu tenho uma opinião contrária. Esses sentimentos muitas vezes geram as maiores surpresas desportivas, criam espíritos de grupo fortes, criam uma identidade. Alguém já parou para comparar as estrelas do Atlético quando nada ganhava e as atuais? Existe uma diferença de talento muito grande, não é verdade? Com vantagem para o... Atlético de antigamente.