V. Guimarães vs FC Porto: Imortais! (crónica)

Grande jogo de futebol, com sete golos na primeira parte, e o melhor FC Porto de sempre - este e o d

Ponto final na época, tal como ela começou: a festejar, insaciável.

André Villas-Boas já é o melhor da história do FC Porto, a par de Tomislav Ivic, pelo menos no que a títulos diz respeito. Quatro, num só ano. Tal como em 87/88.

Para trás ficou Mourinho e a épica temporada 2002/2003. E ficou o Benfica, no número total de títulos. Os azuis e brancos têm agora uma vantagem de um título, conquistado frente a um Vitória que tentou ganhar sem saber defender. E frente à máquina portista, oleada como há muito não a víamos, esse é um erro fatal.

Mais um recorde, ainda, para contar: nunca houve, até hoje, um tricampeão na Taça.

 

Vitória a entrar à deriva

Mandava o bom senso pensar-se que o Vitória de Guimarães estaria mais fresco na final da Taça de Portugal. Afinal de contas, o FC Porto tinha treinado apenas uma vez, depois da Liga Europa.

Mas não. Foram os azuis-e-brancos, ao 58.º jogo da época – o Vitória fazia o 40.º - a entrar a 200 à hora. Aos 2’ já os campeões nacionais venciam por 1-0. Nos minutos que se seguiram esteve perto do segundo. Em cada lance, James era o denominador comum.

O colombiano entrou para o lugar do lesionado Falcao, surgindo Hulk no centro do ataque. Tal como em Janeiro, com ótimos resultados. A dupla foi infernal no Jamor, somando 4 golos – e James somou ainda uma assistência. Também Beto, Maicon e Belluschi foram premiados com a titularidade por Villas-Boas – e bem a justificaram.

Perante os pedidos de calma que vinham do banco após o primeiro golo sofrido, o Vitória cresceu na frente. Álvaro Pereira, desgastado, não teve pernas para as subidas de Targino e Alex, cujas iniciativas davam invariavelmente em Edgar.

E foi do corredor direito que nasceram os dois golos do Vitória, ambos de bola parada saída dos pés de Santana, com um segundo tento portista pelo meio. Tudo num intervalo de 6 minutos, entre os 19’ e os 25’, num jogo louco.

Primeiro, um livre com dupla responsabilidade de Álvaro: fez a falta, e a seguir auto-golo. Logo na jogada seguinte, James, sempre ele, arrancou um cruzamento primoroso para o remate de primeira de Varela. Volvidos uns minutos, Santana voltou a cruzar o campo para marcar o canto que Edgar converteu.

Eram notórias as falhas de marcação defensivas, de um lado e do outro. O FC Porto não teve piedade. Primeiro Rolando, na recarga a uma cabeçada de Maicon. Depois Hulk em dose dupla. No tal canto direto e na assistência para o bis de James.

Com o resultado ainda em 4-2, o Guimarães ainda falhou uma grande penalidade, cometida por Fernando e defendida por Beto. Os três golos de desvantagem ao intervalo eram um obstáculo demasiado para os vitorianos.

O segundo tempo serviu para refrear os ânimos, com um FC Porto saciado e um Vitória conformado. Hulk e James ainda fabricariam o sexto, numa segunda parte partida, mas ainda com trabalhos para os guarda-redes.

O Vitória de Guimarães morreu na praia e continua sem saber o que é ganhar no Jamor. E os azuis e brancos voltaram a ganhar a Taça... tal como em 2003!

 

As figuras:

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